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    História nos Jogos


    Brasileiros vencem limitações nas paralimpíadas de Tóquio

    O Brasil já alcançou a histórica marca de 100 medalhas de ouro na história dos Jogos Paralímpicos

     

    Em 10 dias de competições, o Brasil chegou a 21 medalhas douradas
    Em 10 dias de competições, o Brasil chegou a 21 medalhas douradas | Foto: Wander Roberto /CPB

    Não há barreiras quando o assunto é ir em busca daquilo que atletas sonham: o pódio. Os Jogos Paralímpicos de Tóquio são marcados por momentos de superação e, para o Brasil, quebra de recordes, reconhecimento profissional e execução do Hino Nacional Brasileiro no lugar mais alto do pódio.

    Em 10 dias de competições, o Brasil chegou a 21 medalhas douradas e igualou a melhor marca em uma única edição dos Jogos.

    O primeiro recorde de 21 ouros havia sido alcançado em Londres 2012. Já em Tóquio, o Brasil também já alcançou a histórica marca de 100 medalhas de ouro na história dos Jogos Paralímpicos, após a vitória do fundista Yeltsin Jacques na prova dos 1.500m, no último dia 31.

      O Brasil soma agora 61 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, com 21 ouros, 14 pratas e 26 bronzes, na sétima colocação no quadro de medalhas geral.  

    A China lidera com 85 ouros e 184 medalhas, com a Grã-Bretanha em seguida, com 111 medalhas, sendo 37 de ouro, e os Estados Unidos em terceiro lugar, com 34 medalhas de ouro e um total de 92 medalhas.

     

    O país encerrou a sua participação na modalidade em oitavo lugar
    O país encerrou a sua participação na modalidade em oitavo lugar | Foto: Rogério Capela / CPB

    Marcas históricas

    O Brasil fez história ao conquistar a inédita medalha de ouro no goalball masculino nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O time subiu ao lugar mais alto do pódio após vencer a China por 7 a 2, na última sexta (3) no Makuhari Messe Hall C. Os gols do título foram marcados pelo capitão da equipe, Romário (1), Parazinho (3) e Leomon (3).

      Na modalidade, com a equipe masculina, o país só não havia conquistado a medalha dourada em Jogos Paralímpicos, já que o país havia ganhado a prata em Londres 2012 e o bronze no Rio 2016. Na fase de grupos, o Brasil obteve três vitórias e uma derrota, para os Estados Unidos.  

    Nas quartas de finais, os brasileiros venceram a Turquia antes de superar pelas semifinais a Lituânia, que ficou com a medalha de bronze ao vencer os Estados Unidos por 10 a 7 na disputa do terceiro lugar. 

    O goalball é o único esporte exclusivo para atletas com deficiência. Apesar de marcar presença entre as quatro finalistas há duas edições, o Brasil jamais chegou ao pódio entre as mulheres. As maiores conquistas foram o bronze no mundial da Suécia, em 2018, além dos títulos parapan de Toronto 2015 e de Lima 2019.

    Natação com recordes

    No último dia da natação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Wendell Belarmino conquistou sua terceira medalha na capital japonesa. O brasiliense foi bronze nos 100m borboleta, com o tempo de 1min05s20 na classe S11. Ele ficou atrás dos japoneses Keiichi Kimura, medalhista de ouro (1min02s57), e Uchu Tomita, que levou a prata ao fechar a prova em 1min03s59. Antes, Wendell já havia conquistado o ouro nos 50m livre e a prata no revezamento misto 4x100m - até 49 pontos. 

    Desta forma, o país encerrou a sua participação na modalidade em oitavo lugar. Foram 23 medalhas, sendo oito de ouro, cinco de prata e dez de bronze.

    Tais números fizeram a natação brasileira alcançar sua melhor campanha da história nos Jogos Paralímpicos, superando as 19 medalhas conquistadas em Pequim 2008 e Rio 2016. Em relação às medalhas de ouro, a marca alcançada no Japão só foi superada pela de Londres 2012 - foram nove medalhas douradas na capital inglesa. 

     

    O Brasil quebra recordes nos Jogos
    O Brasil quebra recordes nos Jogos | Foto: Ale Cabral / CPB

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