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    Saúde mental


    Medo: recurso para o autoconhecimento e para nos livrar do risco

    Quando o medo não é uma causa patológica ele pode servir como um motor poderoso para o nosso autoconhecimento, porque nos obriga a olhar para o desagradável.

     

    Os medos costumam ser passageiros, mas se a rotina começa a ser prejudicada por ações que paralisam o indivíduo, deve-se procurar ajuda psicológica
    Os medos costumam ser passageiros, mas se a rotina começa a ser prejudicada por ações que paralisam o indivíduo, deve-se procurar ajuda psicológica | Foto: Divulgação


    Transformar esse terrível sentimento, o medo, em coragem pode ajudar você a viver com mais criatividade, sabedoria e, sobretudo, liberdade. O medo faz parte da natureza humana e nos livra de situações de risco, porém o excesso pode se transformar em transtornos mentais que atingem todas as idades

    Desde pequenos somos assombrados por medos inocentes, histórias do “bicho papão”, escuridão, monstros que f

    O medo está ligado diretamente  à ansiedade e com o amadurecimento vamos aos poucos separando o mundo da fantasia com as ameaças da vida real, por isso sentir-se ansioso por uma prova ou pela passagem de aniversário, são considerados completamente medos saudáveis. Os medos costumam ser passageiros, mas se a rotina começa a ser prejudicada por ações que paralisam o indivíduo, deve-se procurar ajuda psicológica.

      À medida que crescemos outros medos certamente vão se apresentar para nós, como os riscos da violência crescente na sociedade moderna. O medo na fase adulta é substituído por outras rotinas como lugares fechados, cabines dos elevadores, quartos escuros, viagens de aviões, todos estes medos são considerados normais, desde que não atrapalhe em sua vida cotidiana, há pessoas por exemplo que possuem traumas relacionados a algum fator, e estes devem ser conduzidos para que haja uma melhoria na qualidade de vida.  

    Os médicos que convivem todos os dias com a morte também compartilham deste sentimento, pois acompanham a terminalidade dos pacientes fragilizados. Quando nos abrimos para falar sobre a realidade da finitude, experiência pela qual todos deverão passar um dia, passamos a valorizar mais e mais a própria vida, dando mais valor a pessoas e coisas simples que nos rodeiam e vendo a vida com realidade e generosidade e, principalmente, como um presente divino.

      Quando o medo não é uma causa patológica ele pode servir como um motor poderoso para o nosso autoconhecimento, porque nos obriga a olhar para o desagradável. E, a partir disso, conseguiremos buscar caminhos para nos transformar em pessoas vencedoras de seus próprios medos, basta encarar de frente e seguir adiante.  


    Euler Ribeiro é MD. PhD em Geriatria e Gerontologia


    Site: www.funati.com.br

    Email: [email protected]


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