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    Como superar o ‘mozão’? Confira o guia do desapego pós-término

    Especialista dá dicas para quem tem dificuldades em lidar com o fim do relacionamento

    Um término mal resolvido pode trazer prejuízos  emocionais a longo prazo
    Um término mal resolvido pode trazer prejuízos emocionais a longo prazo | Foto: Divulgação

    Manaus - Quem nunca sofreu após o fim de um namoro que atire o primeiro lencinho de papel. Terminar um relacionamento é doloroso para a maioria das pessoas e o caminho para superar o ex pode ser longo e difícil. Para ajudar os leitores que estão sofrendo para desapegar do 'mozão’, a psicóloga e terapeuta de casais, Ana Cordovil, dá orientações sobre quais atitudes tomar na fase pós-término e devolver a paz ao coração.

    Por que é tão difícil superar um término?

    Para começo de conversa, a especialista explica que toda separação é dolorosa. “Existe uma perda de ambas as partes, que remete a um luto da perda de um relacionamento que teve uma história”, diz. Lembranças e planos para o futuro vão embora junto com a pessoa amada. Com essa mudança, é normal as pessoas ficarem tristes, revoltadas ou até mesmo negarem o fim do relacionamento.

    “Isso leva ao isolamento e a raiva. Há situações em que o término pode fazer a pessoa entrar em depressão”, aponta Ana.

    ‘Luto’

    Mas calma! Ana explica que essas situações podem ser evitadas se a pessoa ‘viver’ corretamente as fases de luto.

    “Esses processos devem ser bem elaborados e vivenciados pela pessoa para que ela tenha um término saudável, consiga virar a página e seguir em frente”, afirma. Ou seja, tudo bem chorar e se entristecer nos primeiros dias ou semanas pós-término. O importante é ficar atento para que emoções e comportamentos negativos não atrapalhem sua vida e rotina normais.

    'Todo mundo vai sofrer'

    Caso a pessoa não viva o luto de forma adequada podem surgir prejuízos emocionais. “Baixa autoestima, falta de motivação para trabalhar, estudar ou até sair com outras pessoas e fazer o que gostava”, enumera a terapeuta. 

    Na experiência da psicóloga, é impossível dizer quem tem mais dificuldades para desapegar do ex-companheiro. Ana atende homens e mulheres de várias orientações sexuais em diferentes tipos de relacionamento. “É preciso entender que cada pessoa tem o seu tempo e que cada tempo precisa ser respeitado”, enfatiza. 

    É necessário ficar atento quando o coração partido torna-se um problema mais sério
    É necessário ficar atento quando o coração partido torna-se um problema mais sério | Foto: Divulgação

    Dicas que ajudam a superar o fim do namoro:

    Ocupe-se com outras atividades: é hora de se dedicar às coisas que dão prazer e te fazem feliz, como viajar, sair com os amigos, dançar etc.

    Dê oportunidade para novas amizades: o término inaugura uma nova fase, então pessoas novas podem ser bem-vindas em sua vida.

    Olhe para quem está ao seu redor: ainda restam pessoas importantes que merecem seu amor e dedicação, como familiares e amigos. 

    Cuide-se: o autocuidado é essencial a qualquer momento, portanto, cuidar da saúde física, emocional e mental é sempre recomendado. 

    Atitudes negativas incluem as tentativas de monitorar a vida do ex, seja por meio de conhecidos e amigos em comum ou pelas redes sociais. “Essas atitudes não são saudáveis e acabam maltratando, machucando e até deixando a pessoa depressiva”, adverte.

    Alerta vermelho

    É necessário ficar atento quando o coração partido torna-se um problema mais sério. Segundo Ana, os sinais de alerta são quando alguém começa a apresentar comportamentos no pós-término que atrapalham a rotina normal. 

    “Não conseguir trabalhar, não se sentir feliz ou amado por ninguém e se isolar dos outros. Quando esse término começa a incomodar o seu dia a dia com tristeza, angústia e sentimentos negativos, é hora de procurar ajuda profissional”, recomenda a psicóloga.