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    Dezembro Vermelho


    Linha do tempo: conheça a história da Aids no mundo

    Primeiros relatos da doença surgiram na década de 1980. Estimativas recentes do Ministério da Saúde mostram que, ao mesmo tempo em que a doença avança, Brasil tem avançado no combate ao vírus

    Em 2017, aproximadamente, 37 milhões de pessoas no mundo viviam com HIV, e 15 milhões deste percentual não tiveram acesso ao tratamento | Foto: Reprodução

    Manaus - O mês de dezembro é reservado à luta contra o vírus HIV e a Aids. A preocupação para isso não é sem motivo: segundo um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), no mundo inteiro, de cada dez pessoas, apenas uma fez o teste e sabe que está com o vírus.

    Em 2017, aproximadamente, 37 milhões de pessoas no mundo viviam com HIV, e 15 milhões deste percentual não tiveram acesso ao tratamento. No Brasil, o dado é ainda mais alarmante. Estimativas do Ministério da Saúde mostram que existem 866 mil infectados em todo o país, mas 16% desses infectados ainda não foram diagnosticados.

    Há um ditado no mundo militar que diz "para combater o seu inimigo, é preciso conhecê-lo". Desta forma, o EM TEMPO apresenta a você uma linha do tempo e um breve histórico do descobrimento da Aids como doença. Tudo começou em 1977, quando a pesquisadora dinamarquesa Margrethe Rask morreu aos 47 anos, apresentando sintomas incomuns para a idade. 

    Década de 1980

    Em 1981, começam a surgir os primeiros relatos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids, na sigla em inglês), e em 1982, os primeiros sete casos começam a surgir no Brasil, mais especificamente em São Paulo. No mesmo ano, casos de Aids começam a ser relatados em outros 14 países no mundo inteiro.

    Já em 1984, dois grupos de pesquisadores descobrem o retrovírus causador da Aids: o primeiro grupo, chefiado pelo Dr. Luc Montangnier, do Instituto Pasteur, de Paris; e outro chefiado pelo Dr. Robert Gallo, dos Estados Unidos. Em 1986, surge o primeiro medicamento-teste para o combate do HIV, o AZT. Começam a cair alguns índices de mortalidade devido ao uso do medicamento.

    A Inglaterra foi pioneira ao abrir o primeiro hospital para tratamento da Aids, em 1987. No ano seguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) cria o Dia Mundial da Aids, e em 1989, começa a aumentar o número de medicamentos para o combate ao HIV.

    Década de 1990

    O início da década de 1990 foi marcado pelas mortes de ícones da música mundial, como Cazuza e Freddie Mercury, vítimas do vírus. Em 1994, começa a surgir o coquetel com várias outras drogas do grupo AZT. Os medicamentos do coquetel começam a chegar à rede pública de saúde brasileira em 1996. Em 1999, o Brasil registra 155.590 casos de Aids, sendo 43,23% na faixa etária entre 25 e 34 anos.

    Em 2006, o preço do antirretroviral Tenofovir diminui em 50%
    Em 2006, o preço do antirretroviral Tenofovir diminui em 50% | Foto: Divulgação


    Década de 2000

    No ano 2000, o Ministério da Saúde lança a estatística de uma mulher infectada pelo HIV a cada dois homens infectados. Em 2004, é lançado o primeiro algoritmo brasileiro para os testes de genotipagem, que detecta o vírus. O número de casos chega a 362.364.

    2006

    Em 2006, uma estatística grave: o número de casos chega a 433.000. Ao mesmo tempo, o preço do antirretroviral Tenofovir diminui em 50%. Em 2008, o Brasil intensifica os esforços e constrói a primeira fábrica estatal de preservativos, que utiliza o látex de seringal nativo do Acre. No ano seguinte, o país bate o recorde de distribuição de preservativos: 465,2 milhões.

    2011

    Já em 2011, casas de apoio e atendimento a adultos portadores da doença passam a contar com incentivo do governo federal, que será destinado ao custeio de ações a serem desenvolvidas com crianças e adolescentes.

    2018

    Finalmente, em 2018, com iniciativas como o Viva Melhor Sabendo Jovem, o número de diagnósticos precoce cresce, ao mesmo tempo em que diminuem os diagnósticos de Aids. Os dados revelam uma maior conscientização da população sobre o problema.

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