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    Dezembro Vermelho


    Quase 1 mil novos casos de homens com HIV são notificados em Manaus

    A categoria de maior exposição ao HIV, de acordo com os dados epidemiológicos, é composta por heterossexuais

    A programação será iniciada a partir das 17h30, com a distribuição de preservativos masculinos e femininos
    A programação será iniciada a partir das 17h30, com a distribuição de preservativos masculinos e femininos | Foto: Divulgação

    Manaus - Para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está preparando a programação da Campanha Dezembro Vermelho. De acordo com dados epidemiológicos, entre janeiro e novembro deste ano, foram notificados 1.185 novos casos de HIV em residentes de Manaus. Do total geral desses casos notificados, 923 foram em indivíduos do sexo masculino (77,90%) e 262 do sexo feminino (22,10%). 

    Apesar da categoria de maior exposição ao HIV ser heterossexual, outros grupos, considerados pelo Ministério da Saúde como população chave (gays, homens que fazem sexo com homens, pessoas Trans, profissionais do sexo, pessoas em privação de liberdade, e usuários de álcool e outras drogas) também apresentam crescimento anualmente no número de notificações em Manaus.

    Em 2018, no período de janeiro a outubro, foram notificados 1.568 novos casos de HIV. Destes, 1.266 foram notificados em Manaus, representando 80,7% dos casos. A faixa etária mais acometida, segundo as notificações, é de 20 a 34 anos de idade, seguida depois por pessoas com 35 a 49 anos. Jovens e adolescentes, na faixa etária de 15 a 19 anos, também representam grupo de crescente exposição e prevalência à infecção pelo vírus HIV.

    Ação

    A primeira ação vai acontecer neste sábado (1), em apoio ao Fórum Amazonas de Organizações da Sociedade Civil IST/Aids e Tuberculose, com um ato público realizado na avenida Constantino Nery, entre Complexo Poliesportivo Vasco Vásquez e a Arena da Amazônia.

    A programação será iniciada a partir das 17h30, com a distribuição de preservativos masculinos e femininos, orientações sobre a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), e velas serão acesas em memória aos pacientes que faleceram em decorrência da Aids.

    O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que, durante todo o mês de dezembro, profissionais da Semsa vão intensificar as ações de prevenção, diagnóstico e adesão ao tratamento do HIV.

    Velas serão acesas em memória aos pacientes que faleceram em decorrência da Aids
    Velas serão acesas em memória aos pacientes que faleceram em decorrência da Aids | Foto: Divulgação

    “A campanha pretende estimular a população para adoção de práticas mais saudáveis de vida, para o cuidado com a prevenção, como a utilização de preservativos nas relações sexuais, e para a busca pela testagem rápida para HIV nas unidades de saúde. Além disso, estaremos reforçando a importância da adesão ao tratamento para aqueles pacientes que têm o vírus HIV. Com o tratamento adequado, é possível reduzir a carga viral do HIV e, assim, diminuir as chances de transmissão”, explica Marcelo Magaldi.

    Programação

    Durante o Dezembro Vermelho, a Semsa vai intensificar a oferta da testagem rápida para detecção do HIV, que já é disponibilizada em 147 Unidades de Saúde de Manaus, além de uma unidade itinerante. Como ação de prevenção da doença, haverá reforço nas ações de educação em saúde e da distribuição de preservativos e gel lubrificantes nas unidades de saúde.

    A Semsa também está organizando a II Corrida Contra o Preconceito, marcada para o dia 22 de dezembro, na Ponta Negra
    A Semsa também está organizando a II Corrida Contra o Preconceito, marcada para o dia 22 de dezembro, na Ponta Negra | Foto: Divulgação

    A Semsa também está organizando a II Corrida Contra o Preconceito, marcada para o dia 22 de dezembro, na Ponta Negra, e que vai reunir pessoas de todas as idades e de diversos segmentos, governamentais e não governamentais, e as Organizações da Sociedade Civil que trabalham na luta contra a Aids.

    “Essa atividade foi planejada como forma de chamar a atenção para o combate ao preconceito e discriminação contra as pessoas diagnosticadas com o vírus HIV, que ainda existe na sociedade e que acaba por prejudicar ou dificultar as ações de prevenção, controle e tratamento da doença”, destaca Marcelo Magaldi.

    Jovens e adolescentes na faixa etária de 15 a 29 anos representam grupo de crescente exposição e prevalência de infecção pelo vírus HIV
    Jovens e adolescentes na faixa etária de 15 a 29 anos representam grupo de crescente exposição e prevalência de infecção pelo vírus HIV | Foto: Divulgação


    Brasil

    De acordo com informações do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais da Semsa, os dados do Ministério da Saúde revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. Em 2012, a taxa de detecção de Aids era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes e, em 2017, foram 18,3, mostrando queda de 15,7%. Em quatro anos houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017.

    Data

    O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi instituído em 27 de outubro de 1988 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidades (ONU) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), cinco anos após a descoberta do vírus causador da Aids, o HIV, e tem o objetivo de sensibilizar a opinião pública para as questões relacionadas à prevenção e ao controle do HIV/Aids, bem como reduzir o preconceito e a discriminação, promovendo o respeito e a garantia dos direitos a saúde de todas as pessoas que vivem com HIV.

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