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    Um ano de complicações para as obras da Arena da Amazônia

    O ano de 2012 foi de altos e baixos para a Unidade Gestora da Copa de 2014 (UGP Copa), que tem em mãos a nada fácil responsabilidade de gerenciar os preparativos deste que é o maior evento de futebol do mundo. Se tudo ocorrer dentro do planejado, o coordenador Miguel Capobiango confirma que a capital amazonense será presenteada com a Arena da Amazônia até dezembro de 2013. Em um bate-bola, ele fez um balanço do ano corrente, as boas e más surpresas vividas ao longo deste período, bem como as expectativas para 2013. Pódio - Qual foi a pior notícia de 2012? Miguel Capobiango - Um dos momentos complicados que tivemos foi quando o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou suspender os repasses do BNDES por conta da questão do provável sobrepreço que existia no orçamento da Andrade Gutierrez. Isso gerou um atraso de quase seis meses na obra, porque, por mais que o Estado estivesse disposto a manter o ritmo de investimentos, é óbvio que não conseguiria investir na totalidade do cronograma preestabelecido, porque o volume de recursos é muito grande. Ainda assim, estamos dentro de um prazo razoável, sem maiores transtornos, para que possamos cumprir nossa meta de realizar três ou quatro eventos testes antes de entregar o estádio para a Fifa (Federação Internacional de Futebol). Pódio - E a melhor notícia de 2012? MC - Conseguirmos acompanhar e atualizar o cronograma, apesar de todos os entraves que enfrentamos. É chegar ao fim do ano com a arena metade concluída. No momento, apesar de termos um desafio técnico enorme, que é a construção da estrutura metálica, temos a convicção que, em relação a tempo para executar, estamos tranquilos. Além de termos o fôlego dado pelo BNDES, temos a garantia de que temos condições de cumprir o cronograma de maneira adequada. Pódio - Qual foi o feedback da visita feita pelo comitê da Fifa neste ano? MC - Até o momento que eles estiveram aqui, não tínhamos o resultado da contratação da estrutura metálica por parte da Andrade Gutierrez. Então houve uma ansiedade por parte da Fifa e nossa também. Sem esse contrato, não havia a certeza de que conseguiríamos entregar o estádio em dezembro de 2013. Conseguimos fechar essa equação no fim de novembro, quando a Andrade Gutierrez fechou contrato com a Martfer, que é uma construtora portuguesa de estruturas metálicas de grande porte. Pódio - O que você acharia se, no futuro, a exemplo do que acontece em outros Estados, a arena viesse a ser de um clube de futebol local? MC - Isso é positivo, porque, de certa forma, se cria uma identidade para o clube e para a arena. Mas eu tenho que lembrar que é preciso fortalecer o futebol profissional primeiro. Mas o futebol daqui está precisando apresentar novidades e profissionalismo, para que a gente possa ter torcidas grandes também. A gente precisa fazer com que as pessoas torçam mais pelo Nacional, pelo São Raimundo, do que pelo Flamengo ou Fluminense. O país parou para ver o jogo do Corinthians, mas não pararia para ver a final de um Estadual. Se fosse em um local como a arena, estaria lotado? Pódio - Uma palavra para resumir o trabalho em 2013? MC - Determinação. É a nossa meta.