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    Triste por ser chamado de mercenário, Barcos diz que é hora de sair do Palmeiras

    O argentino agora defenderá o time do Grêmio - foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
     
    Na entrevista coletiva em que se despediu do Palmeiras, Barcos pouco mudou sua fisionomia. Ficou parado, olhando para baixo com as mãos cruzadas sobre a mesa na sala de entrevistas.
    Riu timidamente só quando o diretor executivo José Carlos Brunoro fez alguma graça, e também quando acabou de falar ao microfone. A postura é de alguém que quer ser visto como profissional, e não um mercenário.
    "Recebi mensagens me chamando de mercenário e outras coisas, mas não tem nada a ver com isso, a saída não é por motivo econômico", argumentou o atacante. "Sou um jogador que me dediquei 100% ao Palmeiras e hoje, como profissional, tenho que sair do clube. Nunca fiz nada contra o Palmeiras", reiterou.
    Barcos pediu para sair do Palmeiras porque, segundo ele, o Grêmio ofereceu algo irrecusável: pagar R$ 1,5 milhão que o Verdão lhe deve, quitar a dívida de US$ 750 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) com a LDU, oferecer 2 milhões de euros (R$ 5,2 milhões) e ainda ceder cinco atletas, dos quais só há acerto com o zagueiro Vilson.
    "Obviamente fico meio triste e chateado pela situação, não esperava sair no momento, mas tenho que encarar. Há muito pela frente, tanto para mim quanto para o Palmeiras. Vou para um novo clube que está confiando em mim e tenho que fazer as coisas bem. É um grande desafio na minha carreira. Há um benefício futebolístico para mim e para o clube será uma ajuda muito importante", insistiu.