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    CRISTINA MONTE


    Carreira é mais que status

    Se há algo positivo que a crise nos deixou foi um baita aprendizado de que brasileiro consegue fazer muito com muito pouco

    Cristina Monte
    Cristina Monte | Foto: Divulgação

    O ano de 2018 não foi nada bom para o mercado de trabalho. Chegamos a bater a casa dos 14 milhões de desempregados e com a reforma trabalhista os salários foram puxados para baixo.

    Este ano, aos poucos, a coisa parece menos desfavorável pra gente que trabalha, pois com a mudança de governo e as novas diretrizes voltadas ao crescimento econômico, o setor empresarial começa a investir na economia, o que pode favorecer as contratações. Mas, não será nada fácil reconquistar aquele cargo ou posto de trabalho de antes da crise.

    Mais com menos

    Se há algo positivo que a crise nos deixou foi um baita aprendizado de que – mais uma vez – brasileiro consegue fazer muito com muito pouco. E se isso é positivo por mostrar a nossa raça, criatividade e vontade de sobreviver, também levou pro brejo aquelas vagas e cargos com altos salários, bonificações e mordomias.

    Dificilmente um alto executivo que recebia salário de 35 mil reais ou mais, conseguirá outra oportunidade parecida. Há empresas recontratando, porém com o salário e benefícios pela metade.

    Nem muito, mas melhor que nada

    E se você está participando de processos seletivos nesse momento, cuidado pra não se tropeçar e perder a chance de voltar ao mercado de trabalho. A vaga pode até não ser aquela brastemp toda, mas pode ser o pontapé pra te trazer de volta e ser a largada para outras posições futuras melhores, mas vá passo a passo.

    No momento do processo seletivo muitos recrutadores costumam perguntar em qual posição o candidato gostaria de estar daqui a 5 ou 10 anos. O motivo da pergunta é simples! Na verdade, eles querem saber como você planeja a sua carreira e se o que você almeja está em conformidade aos planos da empresa.

    Então a resposta exige atenção, pois se a empresa oferecer um plano de carreiras, provavelmente você poderá crescer na companhia e voltar a ter um cargo com mais status (mesmo que - na maioria das vezes - o salário não acompanhe a nomenclatura).

    Por outro lado, se a sua pretensão for além do que a empresa visualiza para a vaga em questão, você pode ser eliminado nesse momento, e continuar amargando o desemprego sabe-se lá por quanto tempo.

    Estratégia

    Então, uma dica é você pesquisar ao máximo a estrutura, potencialidade e cultura da empresa, conversar com headhunter, consultar sua rede de contatos e pesar o que é mais importante pra você: retornar ao mercado de trabalho agora ou aguardar para assumir ou reassumir (um dia) uma gerência, diretoria ou outro cargo de status. Veja bem, não é uma questão de se rebaixar, mas podemos perder uma batalha hoje e ganhar a guerra lá na frente...

    Cargo ou pagar as contas?

    Hoje qualquer pessoa abre um micronegócio e se apresenta como CEO (Chief Executive Officer), presidente de não-sei-lá-o-quê, diretor-executivo e por aí vai. É só dar uma olhadinha nos perfis do Linkedin, que a gente percebe o distanciamento entre o cargo que se ocupa, as experiências adquiridas e o porte das empresas em que o candidato atuou.

    Apesar disso, muita gente ainda se gruda na posição do cargo e teme nunca mais retornar ao mesmo patamar e, por conta disso, vai ficando mais tempo fora do mercado.

    E se pra você o mais importante é pagar as contas no fim do mês e topar o desafio de voltar algumas casas decimais, mas continuar no game, seja humilde e não se prenda a cargos ou status. Desapega! Afinal, tudo passa e o importante é saber direcionar a carreira para outros desafios. Amanhã será melhor e você terá tido outras experiências e aprendizados!

    *Com informações da assessoria 

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