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    EDITORIAL


    A saúde pede atenção dos responsáveis

    Arrumar a casa. Foi isso que o governador Amazonino Mendes prometeu na campanha eleitoral, do ano passado, como a solução dos problemas enfrentados pelo Estado. Um argumento vazio, sem um começo, um meio e um fim.

    Escrito por Da redação no dia 10 de abril de 2018 - 10:55

    Há pouco mais de cinco meses no comando do Estado, Amazonino investe em mais propaganda do que em medicamentos para a rede de saúde pública estadual
    Há pouco mais de cinco meses no comando do Estado, Amazonino investe em mais propaganda do que em medicamentos para a rede de saúde pública estadual | Foto: Da Redação


    Arrumar a casa. Foi isso que o governador Amazonino Mendes prometeu na campanha eleitoral, do ano passado, como a solução dos problemas enfrentados pelo Estado. Um argumento vazio, sem um começo, um meio e um fim. Um discurso que, aos desatentos, o desobriga a dar cabo às demandas da saúde pública, por exemplo, uma vez que, numa arrumação de uma casa, ao estilo dele, talvez não haja a obrigação de acabar com as filas de espera em hospitais públicos, nas longas madrugadas.

    Há pouco mais de cinco meses no comando do Estado, Amazonino investe em mais propaganda do que em medicamentos para a rede de saúde pública estadual e se veste do argumento de que as crises em setores importantes, não são culpa sua. Governador do Amazonas pela quarta vez, na sua carreira política, ele se limita ao velho discurso de que são coisas das gestões passadas. Se para ele, os outros governadores não resolveram lá atrás, não será em cinco meses que ele resolverá, porque ele não tem varinha mágica.

    Sem responsabilidade no que diz, ele precisa entender que o cidadão amazonense não carece de nenhum mágico para cuidar das responsabilidades do governo para o qual ele foi eleito, mais uma vez. Se faz necessário de gestor que preze pela transparência, pela verdade e com vontade política de dar as soluções que o povo tanto clama. Do contrário, as cenas de filas formadas por uma maioria de idosos, no PAN da Codajás e no Hospital Francisca Mendes, por exemplo.

    A realidade do “amor à causa pública”, nas madrugadas da saúde amazonense, se resume a humilhação das pessoas em filas por muitas horas, acampadas em poucos panos, sob o sereno, com as incertezas. Além dessas situações, hospitais de referência como o 28 de Agosto, Delphina Aziz e Platão Araújo, estão com problemas em equipamentos essenciais para atendimento especializado como é o caso dos tomógrafos.

    Na contramão da defesa dos direitos sociais, não se ouve nem se vê nenhum movimento de órgãos como o Ministério Público do Estado e a Defensoria Pública do Estado, contra esse abandono dos serviços do governo. Promotores e defensores deveriam estar mais atentos a casos críticos como esses. Do contrário, o governo seguirá vendendo na propaganda que resolveu tudo, mas as filas continuam.