Fonte: OpenWeather

    FAF


    Eleição na Federação Amazonense de Futebol: nada novo, de novo?

    Nesta sexta-feira (27), será escolhida a presidência da FAF para mais quatro anos de atuação, numa eleição 'bem arrumada' que aponta a recondução de Dissica Valério Tomaz

    Escrito por Da redação no dia 27 de abril de 2018 - 10:36
    Se chegar novamente ao cargo, Dissica alcançará 32 anos a frente da instituição, em longa fase de amargura das últimas divisões da modalidade | Foto: ARQUIVO EM TEMPO

    O apego ao cargo ou ao posto é um mal que acompanha a humanidade desde que o mundo é mundo, nas relações sociais. É coisa não limitada à sociedade dos homens, uma vez que na formação dos grupos de animais, há sempre a demarcação de espaço pelo macho alfa. Assim como no quadro humano, a razão de tudo é sempre a demonstração de poder.

    No mundo atual, a maior representação de apego a um posto, pela pura insanidade de controle do poder, pode ser vista na briga pelos cargos políticos. Para exemplificar essa tese, podemos apontar nomes como o de Fidel Castro, que comandou Cuba por 49 anos. O segundo mais longevo dos apegados ao poder é Muammar Gaddafi, que comandou a Líbia por 42 anos.

    No Amazonas, podemos falar do grupo político que se reveza no poder por mais de 40 anos. Até mesmo pelo modelo político do Brasil, esse grupo não teve um único nome. O revezamento foi obrigatório. Mas entre eles, o líder mais velho foi o que acumulou mais mandatos de prefeito de Manaus e de governador do Estado.

    Mas não é só de cargos políticos partidários que estamos falando. Passamos pelos primórdios da construção das relações sociais e formação política do mundo, para chegar a um exemplo muito comentado no futebol amazonense.

    Goleiro do Atlético Rio Negro Clube e do São Raimundo na sua juventude, nascido no município de Eirunepé (a 1.160 km de Manaus), o empresário Dissica Valério Tomaz é um dos maiores exemplos locais desse tema. Em mais uma eleição bem arrumada, nesta sexta (27), ele deve ser conduzido para mais um mandato de quatro anos como presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF). Se chegar ao final do oitavo ciclo, ele completará 32 anos à frente de uma instituição que representa um futebol fixado na amargura das últimas divisões nacionais de uma modalidade, que é a paixão do brasileiro.

    Leia mais:

    Ruim com Dilma, pior sem ela

    Pressa em dispensar o uso das licitações é inimiga da perfeição no AM

    BR-319: entra ano e sai ano e a novela do asfaltamento não tem fim