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    Omar pede o fechamento de fronteiras com Peru, Colômbia e Venezuela

    Omar Aziz (PSD-AM), pediu uma presença ostensiva da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para o combate ao crime organizado e ao narcotráfico no Estado do Amazonas

    Escrito por Marcella Fernandes no dia 07 de junho de 2021 - 21:11

     

    Omar defendeu ações fortes do Estado brasileiro no Amazonas
    Omar defendeu ações fortes do Estado brasileiro no Amazonas | Foto: Divulgação

    Omar Aziz pede Força Nacional e o fechamento de fronteiras com Peru, Colômbia e Venezuela

    Em conversa on-line com o ministro da Justiça Anderson Torres, no domingo (6), o presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), pediu uma presença ostensiva da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para o combate ao crime organizado e ao narcotráfico no Estado do Amazonas.

    Indignado com os acontecimentos absurdos de domingo, Omar defendeu ações fortes do Estado brasileiro no Amazonas, via Forças Armadas, como forma de conter a escalada do tráfico de drogas nas fronteiras com Peru, Colômbia e Venezuela.

    “Disse ao ministro que a população amazonense não pode ficar à mercê do terrorismo das facções. Está havendo uma inversão de valores, pois quem deve ocupar os bairros é a polícia e não as facções criminosas”, disse o senador para quem a Força Nacional é necessária nos presídios e as Forças Armadas precisam atuar de modo ostensivo nas fronteiras.

    Todo o poder à polícia

    De forma alguma o crime organizado e o narcotráfico podem tripudiar sobre o sistema de segurança encarregado de manter a ordem e a paz pública no Estado do Amazonas. É imprescindível que toda a sociedade, através das suas instituições, se una e saiba se mobilizar neste momento difícil da população amazonense.

    No domingo, em nota, o governador Wilson Lima e o Secretário de Segurança Pública (SSP-AM),  coronel Louismar Bonates, se manifestaram tão logo souberam das cenas de vandalismo em Manaus. Wilson criou um comitê de crise e contatou com o Ministério da Justiça solicitando a Força Nacional de Segurança para assegurar mais ordem nos presídios.

    Medidas fortes e urgentes foram tomadas para proporcionar o policiamento necessário à garantia do direito de ir e vir da população, direito violentado por atos de absurda violência como reação dos criminosos à morte de um traficante. Segundo o secretário, a ordem para os atos de desordem partiu de dentro de um presídio, o que é da máxima gravidade.

    Apurar com força e profundidade tais atos é uma questão de honra para que se imponha a ordem constitucional, sem permitir que a transgressão da lei no Estado vire regra do crime e do tráfico cujos chefões chegaram ao desplante de determinar toque de recolher e ameaçar Manaus com um massacre em massa. Mais do que nunca, o momento é de ação em defesa da paz pública. Todo o poder à polícia.  

    Repressão e prevenção    

    Omar Aziz destaca que só uma forte política de repressão e prevenção ao crime pode conter o narcotráfico.

    “O Estado e o Município devem se fazer mais presentes nos bairros, como eu fiz durante o meu governo, quando criei o programa Ronda no Bairro, é preciso uma séria política de repressão e prevenção ao crime nos bairros”, diz o senador.

    “Aviões” das drogas

    Segundo Omar Aziz, uma prova da forte presença dos narcotraficantes nos bolsões pobres da cidade de Manaus são os chamados “aviões”, que funcionam como intermediários no processo de venda das drogas.

    “Os ‘aviões’ ganham entre 50 e 100 reais por dia, são eles que levam alimentos para as famílias diariamente”, afirma o senador.

    Governador quer pressa

    A exemplo de Omar, o governador Wilson Lima também contatou o ministro da Justiça Anderson Torres no domingo tão logo tomou conhecimento dos atos de vandalismo promovidos pelas facções criminosas em Manaus.

    Na manhã de ontem, em novo contato, Wilson pediu pressa ao ministro em suas providências para que a Força Nacional de Segurança reforce o combate ao narcotráfico em parceria com os efetivos das Polícias Militar e Civil do Amazonas.

    David arma a Guarda 

    Além de pedido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a necessidade de o Exército Brasileiro atuar nas ruas de Manaus no combate ao crime organizado, o prefeito David Almeida decidiu armar a Guarda Municipal para melhor enfrentar o crime e o tráfico na capital.

    Ele vai encaminhar à Câmara Municipal de Manaus projeto de lei que cria a Secretaria de Defesa Social para mudar os paradigmas da Guarda a partir de agora.

    A nova Secretaria será comandada pelo delegado federal Sérgio Fontes.

    Estruturas recuperadas

    Conforme David Almeida, todas as estruturas municipais depredadas durante os ataques das facções serão recuperadas no prazo de 48 horas.

    Nas primeiras horas de ontem, ele vistoriou os danos causados no Distrito de Obras Oeste, na Compensa, Unidade Básica de Saúde (UBS) O-10, no Nova Esperança, e na rotatória Umberto Calderaro, popularmente conhecida como “Bola das Letras”.

    Bolsa Universidade

    Em razão do clima de insegurança na cidade, a Prefeitura de Manaus informa que a etapa de entrega de documentos para os 11,6 mil candidatos classificados no processo seletivo do programa Bolsa Universidade, que começaria ontem, foi transferida para esta terça-feira (8). 

     O recebimento da documentação ocorrerá de forma descentralizada nas sedes das 13 Instituições de Ensino Superior (IES) parceiras da seleção e acontecerá até sexta-feira (11), no horário de 8h as 16h, sem prejuízo aos classificados na primeira fase do programa.

    Cidade parou de manhã

    A cidade de Manaus praticamente parou durante toda a manhã de ontem. 

    As aulas nas redes pública e particular de ensino foram suspensas, o mesmo acontecendo com cem por cento da frota de ônibus. Os veículos não saíram das garagens.

    Os serviços bancários presenciais, assim como as atividades de diversas instituições, como TCE-AM, DPE-AM, Câmara Municipal de Manaus e Assembleia Legislativa, foram suspensas até segunda ordem.

    As universidades UFAM e UEA ficaram totalmente paradas.

    PIM afetado

    A onda de violência deflagrada pelas facções criminosas no último domingo assustou as empresas que operam no Polo Industrial de Manaus, segundo nota divulgada pelos presidentes do Centro das Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas (SINAEES), Wilson Périco, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), Valdemir Santana.

    Em nome da segurança dos funcionários do PIM, todos os trabalhadores das indústrias Naval, Eletroeletrônica, Magnética e Metalúrgicas foram liberados do terceiro turno de domingo (06) e da rota das 04 horas da manhã de ontem.

    Nada menos do que 51 empresas paralisaram seus serviços e mantiveram seus trabalhadores em casa.

    Intervenção federal

    Ofício enviado pelo deputado Roberto Cidade (PV) ao presidente Jair Bolsonaro pede a intervenção das Forças Armadas na Segurança Pública do Estado. 

    No documento, Cidade destaca o Artigo 142 da Constituição Federal que estabelece a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em casos como o de Manaus.

    Reforço ao Careiro

    Por determinação do secretário de Segurança Pública, Louismar Bonates, foram enviadas equipes de policiais ao município do Careiro Castanho para reforçar o policiamento no município cujo contingente é de apenas dois policiais PMS.

    Manacapuru, Parintins e Iranduba são outros municípios que sofreram ataques criminosos no último final de semana.

    MP se manifesta

    Em nota, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), informou que já começou a investigar as ações criminosas que aterrorizaram Manaus no domingo e na madrugada de ontem.

    O MP quer descobrir se há mesmo envolvimento de policiais civis e militares com o tráfico de drogas na capital do Estado.

    Ônibus de volta

    No início da tarde de ontem, os transportes públicos, em número reduzido, voltaram a circular na cidade.

    Na Zona Leste, a Operação Catraca da PM reforçou a segurança do transporte alternativo, o popular “amarelinho”.

    BC e os cartões 

    O Banco Central (BC) iniciou desde ontem o funcionamento do registro centralizado das receitas de lojistas com as vendas realizadas por cartão.

    A medida beneficiará principalmente micro e pequenas empresas, que poderão ter acesso a créditos com juros mais baixos ao oferecerem parte do que têm a receber aos bancos.

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