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    Contexto


    Alvo de promessas políticas, BR-319 sofre abandono

    De acordo com a agenda do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apenas um dos quatro lotes do chamado Trecho do Meio teria o projeto concluído até o fim de 2021.

    Escrito por Em Tempo* no dia 02 de agosto de 2021 - 21:52

     

    De acordo com a agenda do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apenas um dos quatro lotes do chamado Trecho do Meio teria o projeto concluído até o fim de 2021.
    De acordo com a agenda do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apenas um dos quatro lotes do chamado Trecho do Meio teria o projeto concluído até o fim de 2021. | Foto: Reprodução


    Imbroglio de décadas 

    Principal elo de integração rodoviária do Estado do Amazonas à região Sul do Brasil, a BR-319, de 885 km, virou um drama de décadas e corre o risco de não ser concluída até o final de 2022, apesar das falácias políticas em contrário.

    De acordo com a agenda do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apenas um dos quatro lotes do chamado Trecho do Meio teria o projeto concluído até o fim de 2021. Os demais lotes seriam trabalhados em um prazo de quatro anos ao custo de R$ 1,5 bilhão.

    Mas o obstáculo maior à execução das obras de conclusão da rodovia é o entrave gerado pelo Ministério Público Federal (MPF), que não permite a concessão do licenciamento ambiental às obras, alegando sempre ao Ibama a falta de estudo complementar sobre os impactos ambientais na área situada no entorno da rodovia.

    Ao que tudo indica, a bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional precisa agir junto ao Ministério da Infraestrutura para que a situação não piore. O ministro Tarcísio de Freitas, que se diz padrinho da causa, deve se movimentar para que o MPF não radicalize ainda mais suas atitudes com relação à rodovia, considerada crucial para tirar o Estado do Amazonas do isolamento nacional, mas cuja conclusão não consegue avançar por forças, ocultas ou não, que a engessam a ferro e fogo há mais de 30 anos.

    Servidores alertam para retomada perigosa das atividades da ALEAM 

    Com a variante Delta espreitando o Estado do Amazonas, servidores da Assembleia Legislativa (ALEAM) advertem para o perigo da retomada das atividades do Poder. Eles temem o risco de aglomerações tanto nos gabinetes quanto em plenário e nas galerias.

    Em mensagens à coluna pelo aplicativo Whatsapp, os servidores destacam o Ato da Mesa Diretora Nº 013 de 28 de julho de 2021, que determina a continuidade das sessões híbridas e a ocupação de apenas 50 por cento das galerias por parte do público, mas advertem para o perigo da desobediência às normas estabelecidas devido ao atual período pré-eleitoral.

    “Se a Mesa Diretora não tiver pulso forte, a Aleam poderá reabrir suas portas para Covid-19”, disse um servidor, segundo o qual a casa legislativa teve mais de 150 funcionários atingidos pelo coronavírus, com o registro de vários óbitos desde março de 2020.

    Pelo voto impresso

    No Amazonas, o pré-candidato ao Senado,  coronel Alfredo Menezes (Patriota), comandou, no último final de semana, uma grande “motociata” na cidade de Itacoatiara, como parte da campanha nacional dos grupos bolsonaristas em favor do voto impresso auditável.

    O próprio presidente da República foi a maior estrela de uma gigantesca “motociata” na cidade paulista de Presidente Prudente, dando o forte tom do movimento conservador que quer mudar o sistema brasileiro de votação.

    Em vídeochamadas, Jair Bolsonaro agitou o movimento clamando por “eleições limpas e democráticas em 2022”.

    Casos aumentam

    Segundo números da rede “Um Grito pela Vida”, vinculado à Igreja Católica, 56 casos de tráfico humano ocorreram no Amazonas nos últimos oito anos, todos ligados ao trabalho escravo e à exploração sexual.

    Mulheres ribeirinhas, a maioria indígenas, são os maiores alvos dos traficantes envolvendo Manaus e cidades interioranas como Iranduba e Parintins.

    Tragédia nacional 

    Além do Amazonas, os estados mais visados pelo tráfico de pessoas são Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro.

    Em nível internacional, o tráfico é assustador nos seguintes países: Venezuela, Suriname, Guiana, a Alemanha, Espanha e Holanda.

    Educação ambiental

    Preocupado com os problemas ambientais na área, o Governo do Estado, através do Ipaam, realizou, no fim de semana, ações de educação ambiental na região do Tarumã, na Zona oeste de Manaus, buscando sensibilizar os proprietários dos balneários flutuantes para que busquem a regularização de seus estabelecimentos.

    As ações focaram, principalmente, os balneários e flutuantes que funcionam sem Licença Ambiental de Operação e outorga de direito do uso dos recursos hídricos do rio Tarumã-Açu.

    LDO e “fundão”

    Enviada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), chegou ontem às mãos do presidente Jair Bolsonaro, para sanção, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022.

    O presidente dirá se concorda ou não com a elevação dos recursos orçamentários via emendas do relator, bem como poderá vetar o aumento do “fundão” eleitoral de R$ 5,7 bilhões até o dia 23 deste mês.

    Estratégia para 2022

    Grandes partidos aguardam o desfecho do veto presidencial ao “fundão eleitoral” para melhor definirem suas estratégias às alianças que farão com vistas às eleições para os governos estaduais e a Câmara dos Deputados.

    Segundo analistas, PT, PSB e MDB projetam o lançamento de menos postulantes a cargos executivos em relação a 2018. O objetivo é o fortalecimento das bancadas federais para garantir gordas fatias de recursos do fundo e definir, com mais segurança, as articulações para a disputa presidencial.

    Petistas reduzem 

    Independentemente de mudanças nas regras e no valor do fundo, o PT deve ter uma redução expressiva do número de candidatos próprios, conforme analistas. 

    Em 2018, num período de isolamento provocado pela insistência na candidatura de Lula mesmo diante da prisão do ex-presidente, o partido teve 16 nomes próprios nas disputas de governador. Agora, para tentar montar uma aliança mais robusta, o total de candidatos deve ser a metade.

    PSD pensa grande

    A estratégia nacional do PSD, de acordo com os analistas, é mais ousada do que a do PT, pretendendo participar com força das disputas estaduais.

    O partido prevê 12 candidatos contra sete lançados em 2018.

    “As candidaturas majoritárias vão nos ajudar a eleger deputados e, também, ajudar a candidatura própria a presidente que nós teremos”, disse ao jornal O Globo o presidente do partido, Gilberto Kassab, que articula lançar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para concorrer ao Palácio do Planalto.

    Tucanos na moita

    Mais comedidos, PSDB e PSL aguardam a confirmação da reforma eleitoral do Congresso e a definição do “fundão” para organizar suas estratégias nos estados.

    Se prevalecer o fim das coligações proporcionais, os tucanos deverão elevar a quantidade de candidatos aos governos estaduais. 

    O PSL só vai se mexer após a definição de todo o jogo eleitoral, incluindo o “fundão”. O DEM está na mesma situação, planeja lançar oito postulantes aos governos dos estados, mas primeiro quer saber que regras vão valer concretamente para 2022.

    Foco republicano

    Uma das principais legendas do Centrão, o Republicanos sinaliza com mais candidaturas a Câmara dos Deputados. 

    PP e PL, por ora, estão no mesmo compasso, afirmam os analistas.

    Piso da enfermagem

    Ganha força no Congresso o projeto do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) que fixa piso salarial de R$ 7.315 para profissionais de enfermagem e define carga horária máxima de 30 horas semanais. 

    A proposta recebeu o apoio de um milhão de internautas no portal e-Cidadania do Senado e deve ser analisada pelo plenário na volta do recesso. 

    Contarato e a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) dizem haver recursos orçamentários suficientes para cobrir os gastos com o piso salarial. 

    Contra o tráfico

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) está capacitando policiais civis para trabalharem com, mais eficiência no combate ao tráfico de pessoas no Estado.

     O treinamento atende a um termo de cooperação técnica entre a SSP-AM e a Organização Não Governamental (ONG) The Exodus Road, que trabalha no combate ao tráfico.

    Jogo criminoso

    Segundo o delegado Alessandro Albino, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), na maioria das vezes, promessas de oportunidades de trabalho para melhoria de vida, levam as vítimas do tráfico humano a aceitar propostas de sair de seus países de origem para tentar a sorte em outro território. 

    Em consequência, o que poderia ser a realização de um sonho, transforma-se em trabalho forçado e até exploração sexual. Por isso o delegado destaca a importância da capacitação de policiais para o alerta contra as práticas delituosas.

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