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    Assembleia Legislativa


    Contexto: Composição entre Josué e Belarmino

    Neto seria o presidente no primeiro biênio, com Belão tendo um lugar estratégico na Mesa Diretora, e no segundo biênio da legislatura os papéis se inverteriam

    | Foto: Malika

    E avança a passos largos uma articulação nos corredores fechados da Assembleia Legislativa para que Josué Neto (PSD) e Belarmino Lins (PP) componham uma chapa única. Neto seria o presidente no primeiro biênio, com Belão tendo um lugar estratégico na Mesa Diretora, e no segundo biênio da legislatura os papéis se inverteriam. Esse cenário, segundo um apoiador de Neto, é o mais realista no atual momento e só estará completamente fechado na próxima semana. Belão perdeu a disputa pelo voto dos novos deputados, mas planeja trabalhar nos próximos dois anos para fidelizar o grupo e conseguir voltar à presidência pela quarta-vez.

    Disposto

    E a compra de 200 CDs com sons de cachoeiras feita pelo diretor-geral da Assembleia Legislativa, Vander Mota, hein? A TV Em Tempo mostrou ontem que no endereço comercial da empresa vendedora não existe qualquer produtora ou loja de CDs. Como dizia aquele velho comediante, “Aí tem, truta”.

    JURISPRUDÊNCIA CONTRA BOLSONARO

    O Ministro dos Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Melo deve usar jurisprudência criada por ele ao julgar um processo do senador amazonense Omar Aziz (PSD), para mandar de volta à Justiça do Rio de Janeiro, no caso o Ministério Público do Rio de Janeiro, a investigação sobre as ligações obscuras do senador eleito Flávio Bolsonaro e com o ex-motorista dele Fabrício Queiroz.

    CASO VOLTOU Ao TJAM

    Relatando um processo no qual Omar invocava o chamado Foro por prerrogativa do cargo, Marco Aurélio decidiu que as acusações contra o senador do Amazonas diziam respeito ao tempo em que ele era governador do Estado, portanto não estava coberto pelo dito foro. Marco Aurélio devolveu o caso para a Justiça do Amazonas.

    Rádio CMM

    Em parceria com a Câmara Federal, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai estrear em fevereiro a Rádio Câmara, na frequência FM 105,5.

    O canal de comunicação, segundo o presidente do Poder Legislativo municipal, Joelson Silva, (PSDB), é aproximar ainda mais os parlamentares da população

    Convite

    Joelson inclusive convidou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) a ter um programa na grade da Rádio Câmara.

    O convite foi feito em visita à presidente do TCE, conselheira Yara Lins, na última sexta-feira (18).

    Improbidade administrativa

    A pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, a Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Canutama (a 619 quilômetros da capital) Raimundo Rodrigues Amorim por desvio de recursos federais de convênio firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no valor de R$ 70 mil, para a construção de um sistema de abastecimento de água.

    Do valor total, a gestão do ex-prefeito é responsável por R$ 35 mil.

    Saúde e educação

    Durante a posse de Luiz Castro (Rede) como secretário de Educação do Estado, o governador Wilson Lima (PSC) confirmou que o plano de saúde dos professores já está em funcionamento.

    Lima afirmou que os débitos com a empresa prestadora do serviço já foram quitados.

    MISSÃO DADA

    E mal assumiu o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio, o general amazonense Franklinberg de Freitas já tem uma bronca para resolver. Por determinação da ministra Damares Alves, a fundação terá de sair da atual sede, localizada no edifício Cidade Corporate, em frente ao Parque da Cidade, no setor comercial Sul de Brasília. Damares considerou caras as despesas com o local, que chega a R$ 1 milhão por mês, entre aluguel e taxa de condomínio.

    TÚNEL DO TEMPO

    Detalhe: Franklinberg participava da diretoria colegiada da Funai durante o governo de Michel Temer, quando foi firmado o contrato de aluguel entre a fundação e o locatário.

    Novo no Amazonas

    O Partido Novo, que teve o empresário João Amoêdo como candidato a presidente na última eleição, fará um evento de apresentação e perspectivas para o pleito de 2020 no Amazonas.

    O encontro, que reunirá simpatizantes da sigla e membros do futuro diretório (que está em formação), será na segunda-feira (21), às 19h, no Cardume Co-working, no conjunto Tiradentes

    ALUGUÉIS

    O Tribunal de Contas do Estado precisará olhar com lupa os contratos firmados pela administração de Amazonino Mendes. A maioria tem fraudes no início, no meio ou no fim da execução. Ontem, o governador Wilson Lima revelou que mais de 500 veículos do Estado, a maioria alugados, não foram abastecidos nos últimos três meses. “Se não foram abastecidos, não rodaram; se não rodaram, ficaram parados na casa de alguém”, analisou o governador, revelando que todos os dias ele tem acesso a novos números da administração que trazem situações suspeitas como essa dos veículos.

    ECONOMIA

    O diretor adjunto da Coordenadoria de Sistema de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Augusto Rocha, apresentou uma conta para os novos deputados federais eleitos pelo Amazonas, mostrando que a União deve investir 2,5% do PIB somente para reduzir as deficiências de infraestrutura da região. “Melhorar nossas BRs ajuda, mas é fundamental também deixar em boas condições a malha viária do Distrito Industrial, hoje em petição de miséria”, disse Rocha.

    Está certo que a atuação do cartel de combustíveis atuando em Manaus há muito já deveria ter sido coibida, mas toda vez que um produto ou serviço subir de preço os atingidos forem fazer uma manifestação e paralisar a principal via da cidade, como os motoristas de aplicativos fizeram ontem na Djalma Batista, vamos todos para o caos. O Estado de Direito não comporta que uma parte a sociedade contrariada em seus interesses atente contra a maioria dos demais cidadãos. “A lei é para todos”, já dizia o atual caladão e ex-juiz Sérgio Moro.

    A lavra de potássio em terras do município de Autazes pode ganhar concorrência. Nessa semana executivos do grupo chinês Citic prospectaram as possibilidades de entrar no negócio, hoje nas mãos de um grupo peruano que conseguiu tirar a licença prévia durante o governo José Melo, mas não avançou na instalação do projeto por questão de detalhes na confecção do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) . O potencial das jazidas de potássio, também chamado de silvinita, em Autazes é suficiente para abastecer o mercado nacional em mais de 80%. Esse total hoje é importado e pago em dólares, comprometendo a balança comercial brasileira.