Opinião


Em vez de 2022, presidente deveria estar falando sobre a reforma

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro tem declarado a possibilidade de uma reeleição em 2022

Presidente Jair Bolsonaro | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nos últimos dias, Jair Bolsonaro se referiu, mais de uma vez, sobre as eleições de 2022. Falou sobre a possibilidade de sua reeleição e, ontem, tratou o governador de São Paulo como um provável candidato ao Planalto.

É óbvio que o presidente tem total direito de fazer política e de pleitear um novo mandato presidencial. Antes dele, Fernando Henrique, Lula e Dilma Rousseff fizeram o mesmo com a mesma legitimidade que as regras eleitorais permitem – até Michel Temer sonhou com isso, mas foi barrado pelas condições políticas adversas. Almejar a continuidade do seu projeto de poder dentro das regras é jogo, jogado e, como deve ser, ganha quem tiver mais votos no final.

Mas o grande problema de Bolsonaro fazer isso agora está no timing inadequado. Faltam três anos para a campanha e o governo tem a chance real de aprovar a reforma da Previdência, projeto central de sua administração. Causar ruídos no meio político justamente num momento tão estratégico quanto o atual só serve para acrescentar obstáculos num terreno que já é tremendamente acidentado.

Bolsonaro e seu círculo mais próximo de aliados deveriam centrar seus esforços – e falas – em garantir a votação da reforma, que pode passar já nessa semana pela Comissão Especial.

Com a reforma aprovada, o próprio Bolsonaro poderá capitalizar politicamente esse triunfo. Afinal, a proposta foi preparada pela sua equipe econômica. Mas antecipar o debate eleitoral, neste momento, não traz vantagem nenhuma para a discussão que realmente conta em 2019: a da retomada do crescimento econômico./Marcelo de Moraes

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