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    Como dar feedbacks que impulsionam uma equipe

    Veja como o feedback positivo e o negativo podem ser superefetivos quando empregados na vida cotidiana, na coluna da Rô Bentes

    Rô Bentes é idealizadora e diretora-presidente da North Business School – Escola de negócios com foco em empreendedorismo e inovação. | Foto: Divulgação

    “Feedback”. Uma palavra que quando citada gera um certo medo, e muitos até a evitam. 

    É bom saber: por que isso acontece? É um ponto-chave para proporcionar o engajamento da equipe e a comunicação de forma efetiva ao grande desafio em um negócio.

    Tanto o feedback positivo e quanto o negativo podem ser superefetivos quando empregados na vida cotidiana. Quando bem utilizados no diálogo entre os gestores e suas equipes, de modo eficaz, objetivo, honesto, construtivo e claro. Por essa razão, saber como dar e receber um feedback são importantes habilidades que uma pessoa deve ter, sobretudo no exercício da liderança.

    Empregamos o feedback diariamente ao conversar com familiares, com os amigos, com as crianças e até mesmo com os animaizinhos de estimação.  Daí podemos citar dois tipos de feedbacks.

    O feedback positivo é aquele que enaltece o resultado alcançado, elogia positivamente ações que geraram resultados, porém, mesmo evidenciando esses resultados e a qualidade da equipe ou do  colaborador, mostrar também as falhas que ocorreram nesse percurso é importante para toda a equipe, pois é onde acontece o alinhamento e o engajamento da equipe quanto às necessidades e objetivos do negócio.

    O feedback negativo é aquele que tende a desvalorizar um processo aplicando seus resultados contra as condições iniciais. É uma ferramenta de comunicação para corrigir erros. Não se trata apenas de corrigir, mais de abordar o assunto para melhorar o desempenho das pessoas e evitar que aconteçam erros, ajudando no crescimento profissional.

    É preciso estar bem preparado para aplicar tanto o feedback positivo quanto o negativo efetivamente e ser assertivo, pois muitas das vezes ou quase sempre as pessoas tonam-se defensivas quando o feedback ocorre no ambiente de trabalho, quando não bem utilizado.

    Alguns erros mais comuns que causam desequilíbrio na equipe ocorrem:

    •Quando não acontece o feedback – um erro grave. Isso propicia mau desempenho, ou até mesmo o bom desempenho pode ser afetado se não for realizado/reconhecido.

    •Quando se demora a dar o feedback – menos pior do que não dar nenhum. Porém, cobrar uma equipe ou um colaborador por um resultado passado ou até mesmo em uma avaliação anual não é uma boa prática.

    •Quando há somente feedback negativo – dá uma conotação negativa sobre o feedback. Muito comum entre alguns perfis de líderes, que somente apontam os pontos negativos e acham que os positivos são “obrigações”. Isso não é bem assim.

    •Quando não se é específico no feedback – quando acontece por meio daqueles comentários genéricos, remete a uma fraca compreensão e será rapidamente esquecido. Por isso, é importante especificar para a equipe entender o impacto de seus desempenhos.

    Para dar um feedback de forma efetiva é preciso que ele seja relevante e específico para proporcionar uma comunicação que gere mais confiança, trazendo melhoria e engajamento e propiciando crescimento profissional para todos e para a empresa.  Para tanto, muitas organizações de vários segmentos e portes hoje utilizam metodologias ágeis, como Scrum, Kanban, Lean e SMART, para deixar seu trabalho mais assertivo e eficiente e garantir que a execução do projeto obtenha resultados na gestão.

    Desse modo, utilizamos métodos sofisticados para obter resultados, minimizando riscos, definindo métricas para o controle e assim por diante, mas ainda assim deixamos de planejar o desempenho de membros da equipe, e premissas não escritas levam à falta de compromisso e comprometimento e o feedback não são efetivos.

    Concluindo, para que um feedback seja efetivo é necessário que o diálogo aconteça, é fundamental a interação (troca de ideias), a escuta ativa e, sobretudo, considerar que naquele momento está sendo criada, por todos, uma nova realidade. Nesse contexto, a comunicação não violenta (CNV) contribui no processo de feedback, como uma alternativa para a melhora da comunicação e do diálogo entre as equipes envolvidas e resultados competitivos.

    *Rô Bentes é idealizadora e diretora-presidente da North Business School – Escola de negócios com foco em empreendedorismo e inovação. www.northbusinessschool.com.br