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    Notas de Contexto


    Respirador de ambulância custa US$ 20 mil na China

    Preço de um respirador de ambulância é de US$ 20 mil a unidade para entrega em 30 dias

    Escrito por EM TEMPO no dia 22 de abril de 2020 - 17:23
    radialista-empresário Ronaldo Tiradentes desnudou anjos e demônios sobre o polêmico custo de respiradores adquiridos no exterior | Foto: Divulgação

    Em seu programa “Manhã de Notícias” de ontem, o radialista-empresário Ronaldo Tiradentes desnudou anjos e demônios sobre o polêmico custo de respiradores adquiridos no exterior para o atendimento das demandas do Estado do Amazonas no atual momento de luta contra o novo coronavírus (Covid-19). Na ocasião, o comunicador exibiu fotografias do site alibaba.com, o mais importante site de compras do mundo, mostrando a realidade dos negócios milionários envolvendo os respiradores.

    De acordo com o site, o preço de um respirador de ambulância é de US$ 20 mil a unidade para entrega em 30 dias. Mas a compra deve ser efetuada de forma direta, à vista. Sem condições de contemplar essa regra, os governos recorrem a intermediários para realizarem suas aquisições. Considerando os encargos tributários, a transação acaba saindo por R$ 105 mil a média.

    Carestia global

    O site norte-americano ebay leiloa um respirador de ambulância usado por US$ 11 mil. Como não podem adquirir respiradores usados, os governos são obrigados a dispender verdadeiras fortunas para comprar os equipamentos no mercado internacional.

    Segundo Ronaldo Tiradentes, um respirador de UTI hoje está avaliado em US$ 50 mil nos sites dos mercados livres da China e dos EUA, o equivalente a R$ 309 mil reais.

    Secretária à disposiçãoO pedido de intervenção federal na saúde do Estado, feito pelo deputado Josué Neto (PRTB) na sessão virtual de ontem da Assembleia Legislativa, mexeu com a líder do governo Wilson Lima, deputada Joana Darc (PL), que garantiu a presença on-line da nova titular da Susam, Simone Papaiz, na sessão da Casa na próxima quarta-feira.

    “A secretária está à disposição para dar explicações aos deputados”, disse Joana. Simone enfrentará um clima pesado, mesmo entre alguns parlamentares governistas simpáticos à intervenção do Ministério da Saúde no combate à Covid-19 no Estado.

    Nas mãos de Bolsonaro

    A intervenção federal foi aprovada por maioria de votos na Aleam e será encaminhada agora ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que avaliará o pedido junto com o ministro da Saúde, Nelson Teich.

    Aprovaram a intervenção os seguintes deputados: Josué Neto (PRTB), Abdala Fraxe (Podemos), Serafim Corrêa (PSB), Mayara Pinheiro (Progressistas), Delegado Péricles (PSL), Felipe Souza (Patriota), Wilker Barreto (Podemos), Fausto Júnior (PV), Sinésio Campos (PT), João Luiz (Republicanos), Belarmino Lins (Progressistas), Dermilson Chagas (sem partido) e Adjuto Afonso (PDT).

    Verde e Amarelo

    Após entendimento com o mandachuva do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente Jair Bolsonaro decidiu revogar a MP 905, do Contrato Verde e Amarelo, e vai editar uma nova MP.

    A atitude do presidente foi consequência de pressão de um grupo de senadores, dentre os quais Eduardo Braga (MDB-AM), que não concordavam com a MP que poderia caducar prematuramente sem garantir emprego aos brasileiros.

    Coletas de sangue

    Para o deputado Adjuto Afonso (PDT), falta maior atenção ao interior durante o período da pandemia Covid 19. O exemplo é a falta de transporte para as coletas de sangue dos moradores, que precisam ser enviadas à capital onde serão testadas para o vírus.

    O deputado reforçou sua preocupação com os demais prefeitos das regiões mais distantes, em que os profissionais de saúde estão seguindo as orientações do laboratório, mas não têm como enviar material para exames.

    “Em Lábrea, a empresa TWO, que é a única que faz serviço para o município, não recebeu o material mesmo este estando embalado de acordo com as orientações da Anvisa. Material perdido e pessoas com suspeita e que não foram avaliadas”, protestou o deputado.

    Velhinhos infectados

    Sinal vermelho foi aceso na Fundação Dr. Thomaz com a confirmação de oito casos de idosos infectados de coronavírus.

    O fato causou apreensão na cúpula do órgão, que vai adotar medidas rígidas para combater a propagação do vírus e evitar uma tragédia.

    Pandemônio

    Decreto do prefeito Saul Bermeguy suspendeu, desde a semana passada, os serviços de táxi, transporte coletivo e mototaxista na cidade de Tabatinga, vizinha a Letícia, na Colômbia.

    A suspensão gerou protestos principalmente dos mototaxistas que, apesar dos alertas dos órgãos de saúde locais sobre os riscos de contágio pelo novo coronavírus, não aceitam cumprir as medidas de restrições determinadas pelo Poder Público Municipal.

    Desinfecção geral

    A pedido da Prefeitura de Tabatinga, o 2° PIBM realizou a desinfecção de bancos, lotéricas, expressos e supermercados, com o propósito de limpar esses locais que diariamente são alvos de aglomerações absurdas.

    Segundo o Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGIFRON), a parceria está sendo importante para a desinfecção desses órgãos e será ampliada nos próximos dias para atender outras demandas nos esforços de combate à Covid-19.

    Colombiano fujão

    Acometido de coronavírus, o colombiano Victor Gonzalez fugiu do Hospital Regional de Letícia e desencadeou verdadeiro terror nas ruas da cidade que é separada por apenas uma rua de Tabatinga, no Alto Solimões.

    Não há notícia de que ele tenha sido resgatado. Do lado brasileiro, foi aceso alerta total.

    Pandemia escondida

    Em Presidente Figueiredo, o ex-prefeito Romeiro Mendonça, cassado pelo TRE-AM, subnotificava números, escondendo da opinião pública os casos de Covid-19 no município.

    A denúncia é do deputado Fausto Jr com base em informações colhidas do prefeito em exercício Jonas Castro e de servidores do hospital Eraldo Neves Falcão.

    Eleições em dezembro

    Ao que tudo indica, as eleições municipais deste ano deverão mesmo ser adiadas para dezembro.

    Reportagem da revista Época aponta que, cada vez mais, o adiamento vai se tornando consenso entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral.