Fonte: OpenWeather

    Reunião


    Amigos da Catedral

    Leia o artigo de opinião da teóloga e membro da Academia Amazonense de Letras Carmen Novoa

    | Foto: divulgação

    Dom. Luiz Soares Vieira em 2011, fundou a Associação Amigos da Catedral, em reunião em minha casa. No entanto, por três vezes (3) convidou o então pároco da Catedral Pe. Zezinho, hoje bispo auxiliar, para comparecer à reunião no arcebispado, residência dos arcebispos. Não o foi por três vezes. Nós, Carmen Novoa Silva, a única presente no arcebispado.

    Dom Luiz, resolveu então contar um quadro de horrores naquele local que chamou de grande “elefante branco”. Afugentou toda a sociedade às missas da manhã e da tarde pela prostituição maciça presentes nos arredores do Relógio Municipal, além da falta de segurança. Friso, Instado por três vezes a comparecer à reunião, por Dom Luiz Soares Vieira e prometido a comparecer, por nenhuma das três vezes, sequer deu uma desculpa plausível.

    Assim sendo, estava eu presente e ele confessou-me se poderíamos formar uma Associação de Amigos da Catedral. Nós com histórico brilhante na Igreja Católica desde menina e teóloga, escolheu-me para ser presidente-executiva da recém criada associação oferecendo-me os poderes de escolher toda a composição dos associados. Escolhi um corpo dinâmico, e com forte atuação inclusive Pe. Zezinho, e foi a Catedral. De guardas para conter certos ânimos de vandalismos.

    Camelôs adentrando na praça da Matriz, etecetera. Em 2012, resolvi criar a Medalha de Mérito Imaculada Conceição. Totalmente feita por esta Presidente-Executiva, com a única intenção a lhe dar a credibilidade devida: Os agraciados teriam que ser voluntários e benemerentes da Catedral: Cito o exemplo: Dr. Phelippe Daou que tudo dava em gratuidade. A sua esposa, Sra. Madalena Daou foi agraciada “in memoriam”, incansável no lidar com o partilhar. Outro exemplo: Dr. Amadeu Teixeira – Irmão do Santíssimo, Dr. Antônio Azevedo – idem.

    Desembargador Paulo Feitosa – também, voluntário toda sua vida e Irmão do Santíssimo. A Desembargadora Graça Figueiredo atuando sempre de mesmo modo e desta vez levando-o o coral da Sefaz. Maestro Girão. Padre Souza outro a merece-la porque desde novinho pertencia aos quadros da Igreja até sua idade avançada. Dr. Max Carphentier, o único a ganhar, a medalha por sua postura diária na rádio Rio Mar ao ler o evangelho e explicá-lo aos ouvintes. Isso durante 35 anos.

    O único a pertencer a nossa Academia Amazonense de Letras. Irmã Jaci Dutra, 8 anos como provincial em Roma. No momento provincial em Minas Gerais. Foi representada por sua Irmã, Lucíola Cavalcante, e a superiora do Colégio Santa Dorotéia, Irmã Ildes Lobo. Patronato Santa Terezinha (patrocínio da arquidiocese), representada pela própria superiora Irmã Edwirges e as antigas alunas em vibração 70 anos – naquele ano completava. Sempre com a intenção de premiar as pessoas com ou sem “status quo”, mas que se doaram espontaneamente. Entretanto, houve na outorga de 2012, 2014, 2015 um fato que trincou o cristal fino da credibilidade da medalha.

    Alguém a ganhou imerecidamente. Resolvi desfazer a composição da Associação e no ano de 2016 esta foi concedida à Academia Marial de Aparecida, Santuário Nacional em São Paulo. Constam lá as medalhas e diplomas que oficializaram a entrega para o Museu Sacro e a Academia Marial. Para minha surpresa, Dom Sergio Castriani, Presidente de honra da Associação, pediu-me que nós reativássemos naquele ano, escolhendo os nomes verdadeiramente Igreja.

    Criou uma jurisprudência que deu certo. Desde os tempos de Dom Gaudencio Ramos, sempre fiz parte da Igreja cristã católica, há 40 anos, quando garota, até os dias de hoje. Entrego tudo à Justiça Divina, sob um sol de seu julgamento. Com o apreço em tom de humildade as medalhas estão em suas mãos. Dom Leonardo, serão conferidas por si. E se não puder. Os planos divinos mostrarão a Imaculada de uma outra forma. Tudo foi concluído com a dedicação do prefeito recém-eleito Arthur Virgílio que de tudo cuidou.

    O prefeito Arthur Virgílio Neto recém-eleito, logo tratou de ater-se aos trabalhos eclesiais. Retirou o antro de prostituição e drogados. Colocou a Avenida sob guarda-policial. Retornaram os paralelepípedos junto ao relógio Municipal dando um ar de refinamento. O aviaquário voltou a ser o horto municipal. E esta preciosidade foi entregue ano passado em meio a uma festa apoteótica com missa em ação de graças. Afinal, ali é o início do primeiro monumento de Manaus.

    Todo feito em voluntariado. Tanto que toda a Avenida para nós amazonenses, somente é “A Avenida” que por antonomásia significa. A única, sacralizada do início até o fim na praça do Congresso Eucarístico.