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    Debate


    Saúde coletiva: esporte é uma necessidade social

    O esporte é e deve ser tratado como uma das grandes ferramentas da sociedade na mudança de comportamento e uma das melhores formas de medicina preventiva

    Além do impacto social, uma Secretaria de Esporte bem articulada com todos os atores do segmento pode gerar, ainda, resultados econômicos
    Além do impacto social, uma Secretaria de Esporte bem articulada com todos os atores do segmento pode gerar, ainda, resultados econômicos | Foto: Divulgação

    A percepção dos últimos levantamentos científicos sobre a pandemia, em Manaus, é de que vivemos hoje um momento de calmaria diante da maior crise sanitária da história do Amazonas. O pico de óbitos parece ter ficado mesmo entre abril e maio.

    Ainda assim, não é hora de baixar a nossa guarda quanto à saúde individual e coletiva. Por isso trago aqui, nesse artigo, um debate necessário para a nossa sociedade. O governo do Estado e a Prefeitura de Manaus acabaram com as Secretarias de Esporte, as transformando em departamentos, como algo de menor importância para a população. Puro engano.

    O esporte é e deve ser tratado como uma das grandes ferramentas da sociedade na mudança de comportamento e uma das melhores formas de medicina preventiva. Com políticas públicas de esporte, podemos tirar milhares de pessoas do sedentarismo, fazendo com que elas se tornem praticantes de modalidades desportivas, mesmo que de caminhadas.

    Com uma pasta de esporte, Manaus poderia ter um programa comunitário, com professores e educadores desportivos para desenvolver programações em todos os bairros da cidade, com dança zumba, entre outras atividades físicas. Exercícios que trabalhem o movimento pela saúde das pessoas. Um trabalho acompanhado da pasta de Saúde, com campanhas de orientação e de conscientização, por exemplo, sobre a diabete e o controle da hipertensão.

    Um modelo de política pública que garantirá, entre outros benefícios à população, a diminuição dos impactos sobre o serviço público de saúde. Hoje a constituição manda que se apliquem 12,5% do orçamento com saúde.

    No entanto, o Estado gasta mais de 22% e ainda assim é ineficiente. Se trabalharmos o esporte como primeira necessidade social, vamos cuidar das pessoas - crianças, adultos e idosos -, na base, e assim diminuir o volume de atendimento na atenção básica, de responsabilidade municipal, e na alta complexidade, do Estado.

    Além do impacto social, uma Secretaria de Esporte bem articulada com todos os atores do segmento pode gerar, ainda, resultados econômicos na arrecadação tributária de ISS para o Município e ICMS para o Estado.

    A Prefeitura de Manaus pode criar um fundo municipal do esporte para incentivar atletas de baixo e alto rendimento, além de, com parcerias públicas privadas (PPP), incentivar os times de futebol da capital, como Manaus FC, Amazonas FC, Nacional, Rio Negro, Fast, para que cheguem às séries C, B e A do Brasileirão.

    Isso movimenta a economia dos estádios e dos comércios esportivos. O incentivo a esses clubes deve ter como condicional a criação de escolinhas de futebol para que eles trabalhem com responsabilidade e respeito a base do futebol amazonense a partir das crianças e adolescentes dos bairros. Um caminho para que eles passem a ter identidade com o futebol local.

    Pelo mesmo caminho, poderemos aproveitar os investimentos que o povo do Amazonas fez na Arena da Amazônia, para o futebol, e na Arena Amadeu Teixeira, para levar times amazonenses de voleibol e de basquete às ligas nacionais. 

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