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Auxílio defeso para pescadores pode estar ameaçado

Confira as notas da Contexto publicada, nesta quarta feira (26), no jornal Amazonas EM TEMPO

Auxílio defeso para pescadores pode estar ameaçado
Auxílio defeso para pescadores pode estar ameaçado | Foto: Divulgação

Manaus- Programa Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal criado pela Lei nº 8.287, de 20 de dezembro de 1991 pode ser extinto. O motivo é que o Governo Federal quer fortalecer o caixa do Renda Brasil, de R$ 50 bilhões ao ano. Os parlamentares dizem que a extinção seria altamente danosa a milhares de trabalhadores da pesca no Amazonas.

O Seguro Defeso é um programa de compensação ambiental e social que dá grande visibilidade ao país em nível internacional. Os deputados federais Átila Lins (Progressistas), Sidney Leite (PSD) e Bosco Saraiva (SD) são contra a extinção. 

PP resiste 

No Facebook, o deputado federal Átila Lins afirma ter dirigido apelo aos líderes do Progressistas e do governo, respectivamente os deputados Arthur Lira e Ricardo Barros, para que a criação do Renda Brasil não decrete a extinção do Seguro Defeso.

“Esse auxílio não é apenas uma contribuição social, é também uma contribuição ambiental, que é paga não só para impedir a pesca predatória do período do defeso, mas também para manter a dignidade de pais e famílias pelo país inteiro", expressou Átila no Face. 

Na rua da amargura

O presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Walzenir Falcão, garante que a extinção do Seguro Defeso atingirá 800 mil trabalhadores no país. No Amazonas, 50 mil pescadores ficarão na rua da amargura. 

No âmbito da Aleam, o deputado Álvaro Campelo (Progressistas) puxou ontem o cordão da indignação contra a possível extinção do Seguro Defeso, o que seria “uma tragédia”.

Os deputados Adjuto Afonso (PDT), Dermilson Chagas (Podemos) e Sinésio Campos (PT) também se manifestaram, criticando duramente o fim do Seguro.

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