Notas da Contexto


A perda da Sony e de empregos no Distrito Industrial de Manaus

O encerramento das atividades da Sony do Brasil Ltda no PIM, que deverá acontecer até dezembro deste ano, deixará 250 trabalhadores desempregados, de acordo com Centro da Indústria do Amazonas

 A Sony segue os passos de outras gigantes
A Sony segue os passos de outras gigantes | Foto: Reprodução

250 trabalhadores perderão empregos com a saída da Sony do Brasil do PIM

O encerramento das atividades da Sony do Brasil Ltda no PIM, que deverá acontecer até dezembro deste ano, deixará 250 trabalhadores desempregados, de acordo com o CIEAM (Centro da Indústria do Amazonas).

“As atividades da Sony se encerram em dezembro e 250 funcionários serão desligados”, disse à coluna o presidente do CIEAM, Wilson Périco, que no meio da semana manteve encontro com membros da cúpula da gigante multinacional japonesa para tentar reverter a saída da empresa de Manaus.

Segundo a cúpula da Sony, a decisão de sair do Amazonas e do Brasil se deve ao fato de a empresa não conseguir mais sustentar suas operações com o custo Brasil, optando por migrar em busca de mercados mais atrativos no cenário internacional. A Sony segue os passos de outras gigantes como Sharp, Philips, Gradiente e Nokia, que não suportaram conviver com a instabilidade jurídica do modelo Zona Franca de Manaus.

Polo de Concentrados

Após a perda da Sony, as lideranças políticas e empresariais do Estado, segundo Wilson Périco, terão que se preparar para outra batalha pela sobrevivência da ZFM.

Em 1º de dezembro termina a vigência da alíquota de 8% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) referente aos concentrados de refrigerantes da ZFM.

“Já estamos trabalhando junto a nossa bancada federal para municiá-la para esse novo embate”, informou Périco à coluna.


“Corredor da morte”

O prazo de cinco meses da alíquota de 8% foi chamado de “corredor da morte” pelo senador Omar Aziz (PSD), coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional.

Da mesma forma pensa o deputado Marcelo Ramos (PL) ao lamentar a situação instável do setor de concentrados do PIM.

Se o governo Jair Bolsonaro não se manifestar sobre a questão até dezembro, a alíquota cairá para 4%, gerando mais instabilidade jurídica e a possível fuga de empresas do setor.


De quem é a culpa ?


“Toda vez que uma empresa fecha as portas também aumenta o desemprego e, com isso, diminui a arrecadação pública”, desabafou o deputado federal José Ricardo (PT) ao comentar a saída da Sony do mercado de Manaus.

Ele culpou o Governo Federal pela situação. “O Governo Federal ameaça o tempo todo a Zona Franca de Manaus com a retirada de incentivos fiscais e é um dos responsáveis pela saída de mais uma empresa daqui da cidade”, destacou.


Arthur joga duro 1

Precavido contra a nova onda de casos de Covid-19 em Manaus, o prefeito Arthur Virgílio Neto baixou novo decreto emergencial, determinando o fechamento da praia do Complexo Turístico Ponta Negra.

A medida agradou os órgãos sanitários, pois a praia, com aglomerações descontroladas, havia se transformado em um dos maiores centros de disseminação da doença nos finais de semana.


Arthur joga duro 2

O decreto de Arthur é consequência de análise de dados que foram repassados recentemente pelo setor de vigilância epidemiológica da Semsa sobre a ocorrência de novos casos de coronavírus, com óbitos, na capital do Estado.

O prefeito se diz cada vez mais preocupado com o surpreendente aumento de casos nas unidades básicas de saúde (UBS) da cidade.


Declarações de bens

Dos 11 pretendentes à Prefeitura de Manaus, quatro registraram ontem suas candidaturas e entregaram suas declarações de bens ao TRE-AM.

O empresário Romero Reis (Partido Novo) é o mais rico dos quatro com R$ 25,6 milhões em bens móveis e imóveis.

Ricardo Nicolau (PSD) é o mais pobre, tendo declarado possuir dois veículos no valor total de R$ 67 mil.

Chico Preto (DC) declarou R$ 537 mil envolvendo uma casa, quotas, veículos, dinheiros em espécie e aplicações, enquanto José Ricardo (PT) afirmou possuir bens no valor de 1,4 milhão referentes a apartamentos, um terreno, dois veículos e aplicações financeiras.


Álcool obrigatório

O governador Wilson Lima sancionou a Lei 5.245, de autoria da deputada Therezinha Ruiz (PSDB), que torna obrigatória a inclusão do álcool em gel como item essencial na cesta básica de alimentos dos servidores públicos e dos funcionários do setor privado.

Com o aumento de casos, que aponta para uma nova onda de Coronavirus em Manaus, o uso do álcool em gel se torna cada vez mais necessário como antisséptico na prevenção da Covid-19.


Multas salgadas

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), a Lei 5.245 já está em vigor e o seu não cumprimento implicará em advertência pelos Órgãos de Defesa do Consumidor.

Após a advertência, a reincidência do descumprimento resultará em multas que variam de RS 5 mil a R$ 10 mil, podendo até acarretar na suspensão do alvará de funcionamento do estabelecimento comercial.


Sem controle

Apesar da gritaria internacional, a escalada do desmatamento na Amazônia prossegue sem controle, como apontam os números do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Para o instituto, a estatística referente ao mês de agosto é a pior dos últimos 10 anos.


Contas de luz

Ao participar ontem de uma audiência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a vereadora Mirtes Salles (Republicanos) apelou em favor do adiamento para 2021 do reajuste da conta de energia no Estado do Amazonas.

“Em tempos de crise econômica causada pela pandemia da Covid-19 e da perda de muitos empregos, das dificuldades enfrentadas pelos microempreendedores, esse não é o momento de falarmos em aumento da conta de luz”, disse a parlamentar vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus.


Indústria das invasões

O candidato a vice-prefeito pelo PMN, Orsine Jr., condenou a indústria das invasões em encontro ontem com o presidente do Sindicato dos Fazendários do Amazonas (Sifam), economista Ely Veloso.

Para acabar com o mal, o vice da chapa encabeçada pelo Capitão Alberto Neto (Republicanos) sugeriu um projeto de moradias populares e geração de emprego e renda para contemplar as famílias de baixa renda.


Elefantes na Amazônia

A Folha de São Paulo veiculou reportagem hilária de uma televisão alemã mostrando elefantes fugindo de um incêndio florestal na Amazônia.

A reportagem é da emissora N-TV e data de 2019, quando a emissora exagerou ao denunciar à opinião pública internacional as queimadas no Amazonas.

A fotografia usada na reportagem é de autoria de Charmaine Noronha, da agência Associated Press, em Botswana, na África, em 2013.

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