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Após o primeiro turno nas eleições, candidatos devem ter o pé no chão

Na próxima etapa do embate de votos espera-se que os dois concorrentes, que se enfrentarão nas urnas de 29 de novembro, se aprofundem no trato dos problemas de Manaus

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Passadas as emoções do primeiro turno das eleições municipais de Manaus, as atenções se voltam agora para a segunda fase da disputa, após confrontos no palanque eletrônico em que os candidatos focaram os problemas da maior metrópole amazônica mais de forma conveniente ao imediatismo eleitoral e menos com a responsabilidade exigida.

Agora, nesta próxima etapa do embate de votos, espera-se que os dois concorrentes, que se enfrentarão definitivamente nas urnas de 29 de novembro, se aprofundem no trato dos problemas da capital, com mãos e pés na realidade do momento de pandemia, que desorganizou a economia e o sistema de saúde, além de ter desempregado milhares de cidadãos, sendo parte deste contingente uma horda de 40 mil trabalhadores informais.

Os dois candidatos ungidos nas urnas de 15 de novembro, ao se confrontarem nos próximos debates televisivos, terão que levar em conta a terrível realidade da economia nacional, um quadro que obrigará os prefeitos das capitais a apertarem o cinto e governarem conscientes de que o ano de 2021 será um ano de vacas magras, de receitas em queda e sem milagres a cair do Céu.

Nesse sentido, a economista Vilma Santo, ouvida pela renomada jornalista Miriam Leitão, vaticinou que, em 2020, as prefeituras das capitais só não quebraram porque a União, apesar das dificuldades, manteve em dia suas transferências.

Foi algo excepcional, mas que, segundo a economista, não acontecerá em 2021, um ano em que, devido os estragos da pandemia, as questões tributárias terão que ser tratadas com absoluto realismo por governadores e prefeitos alinhados ou não ao Palácio do Planalto.

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