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    Opinião


    Doar salva vidas

    O novo normal está representando menos comida no prato

    Escrito por Marcelo Ramos no dia 14 de abril de 2021 - 19:22

     

    | Foto: Divulgação

    A grave crise sanitária tem ocultado uma outra igualmente trágica: a fome. Talvez o foco no recorde de casos e de mortes pela Covid justifique em parte a brusca queda no ritmo das doações.

    O fato é que justamente no momento mais trágico da história do país, movimentos sociais e organizações não-governamentais (ONGs) enfrentam dificuldades para seguir mobilizando pessoas em torno do apoio às milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.  

    É o que mostram os levantamentos feitos por diversas instituições, responsáveis pela distribuição de marmitas e cestas básicas para quem mais precisava e que têm atendido um número menor de pessoas. As doações são cada vez mais escassas e a fome passa a ser um problema cada vez maior.

     

    Pesquisa recente do IBGE revela que o número de pessoas na extrema pobreza já alcança 14 milhões de brasileiros e brasileiras, que vivem em condições de insegurança alimentar – ou seja passam fome por absoluta falta de dinheiro para comprar alimentos. Enquanto isso, a inflação dos alimentos de 2020 teve a maior aceleração da década, com aumento de 15%. 

    O novo normal está representando menos comida no prato. Na ótica desses movimentos sociais, a queda nas doações também é reflexo do empobrecimento das pessoas já que muitas querem ajudar mas não estão tendo condições. 

    Na Câmara, além da aprovação do auxílio emergencial, medidas para a proteção dos empregos e empresas devem ser aprovadas rapidamente. Como cidadão, tenho tentado fazer a minha parte. Com a ajuda de parceiros, estamos conseguindo fazer chegar a muitas famílias em dificuldades doações de centenas de cestas básicas. 

    Finalizo reforçando o apelo: se a VACINA NO BRAÇO não depende de você, ajude colocando COMIDA NO PRATO de quem precisa. Aproveito pra fazer o merchandising do bem da entidade Instituto 2 Rios, do meu amigo Thiago Bezerra (contato: 92 982294355), que não tem faltado aos amazonenses nesta crise. Doar é um ato de amor e salva vidas.

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