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    Odontologia


    Odontofobia: causas, consequências e como superá-la

    Pesquisa realizada pela British Dental Health Foundation aponta que 36% das pessoas dizem que o medo é o principal motivo de não irem ao dentista regularmente

    Escrito por Djana Oliveira no dia 02 de maio de 2021 - 08:00

     

    Principal consequência da odontofobia pode ser de cunho emocional, com perda da autoestima, impactando sua vida pessoal e profissional
    Principal consequência da odontofobia pode ser de cunho emocional, com perda da autoestima, impactando sua vida pessoal e profissional | Foto: Divulgação


    A odontofobia pode acometer adultos e crianças. O simples fato de mencionar a ida ao dentista pode despertar sensações desagradáveis e até mesmo crises de ansiedade e essa condição é extremamente comum.

    Uma pesquisa realizada pela British Dental Health Foundation aponta que 36% das pessoas dizem que o medo é o principal motivo de não irem ao dentista regularmente. Pessoas com medo de dentista frequentemente abandonam por anos a rotina de cuidados com a saúde bucal e muitas vezes acabam convivendo com doenças periodontais, gengivites, dor, dentes quebrados e com aparência ruim.

    A principal consequência pode ser de cunho emocional, com perda da autoestima, impactando sua vida pessoal e profissional. Também estão sujeitas a sofrerem mais de doenças cardíacas e infecções pulmonares, uma vez que essas condições estão diretamente relacionadas à saúde bucal, apresentando risco de vida para esses pacientes.

    Não é incomum que pessoas com odontofobia nem durmam na noite anterior à consulta ou que passem mal na sala de espera do dentista, suando frio, com náuseas, taquicardias e problemas estomacais repentinos. Algumas crianças desenvolvem transtornos de ansiedade relacionados a consultas odontológicas.

     


    Muitas vezes o medo nas crianças é subjetivo, ou seja, nunca foi vivenciado e sim transmitido por outras pessoas, principalmente pelos pais, consciente ou inconscientemente. Além de muitas vezes serem ameaçadas com expressões do tipo: ”Se você não se comportar vou te levar ao dentista para tomar injeção!” ou ainda “Se você não escovar os dentes, vou mandar a doutora arrancar teus dentes”!.

    Essa condição gera tensão e pessoas tensas tendem a ter um limiar de dor mais baixo, sentindo dor enquanto outras não sentiriam nada na mesma situação. Nessas pessoas é comum anestesias extras ou a anestesia demorar mais para fazer efeito. Inclusive podem desenvolver problemas relacionados ao estresse, como dores de cabeça, rigidez muscular no pescoço ou nas costas.

    Muitas pessoas desenvolvem o medo de ir ao dentista devido a uma má experiência passada vivida de forma desagradável no consultório, o medo da dor também pode impulsionar esse pavor, além da timidez, vergonha ou sensação de invasão da intimidade pessoal.


    A psicóloga Cynthia Montenegro dá algumas dicas para enfrentar o medo do dentista:

    1. Identificar o motivo, pois ele pode estar ligado a um trauma vivido ou algo relatado por outra pessoa; 2. Estabelecer uma relação de confiança com seu dentista. Vale a pena consultar-se sempre com o mesmo profissional, afim de estabelecer um vínculo. No caso das crianças, mostrar e demonstrar tudo o que será feito. E os pais devem sempre conversar com a criança de forma objetiva e sincera, sem amedrontá-la; 3. Não tenha medo de perguntar e tirar suas dúvidas quanto ao tratamento, isso pode minimizar seu medo; 4. Faça visitas regulares ao dentista, pois a prevenção é a melhor forma de evitar tratamentos agressivos e complexos; 5. Utilize técnicas de relaxamento como respirar lentamente para reduzir a frequência cardíaca ou ouvir música em um fone para reduzir o som do motorzinho para se distrair. E caso o medo persista, procure ajuda especializada, pois pode ter algo mais grave por trás dessa condição.


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