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    Saúde bucal


    O papel do flúor na saúde bucal

    Estudos posteriores constataram que o mecanismo de ação do flúor é tópico, ou seja, quando é aplicado diretamente na boca, por isso sua grande disponibilidade no mercado é por essa via

    Escrito por Djana Oliveira no dia 11 de junho de 2021 - 08:00

     

    Apesar dos benefícios da sua utilização, a ingestão excessiva pode acarretar efeitos colaterais para o ser humano
    Apesar dos benefícios da sua utilização, a ingestão excessiva pode acarretar efeitos colaterais para o ser humano | Foto: Divulgação


    O flúor não é um aditivo químico sintético usado nos produtos de cuidados bucais, como muitas pessoas pensam. Ele é um mineral e está presente naturalmente na crosta terrestre.

    A eficácia do flúor no combate a cárie foi descoberto em 1930, quando pesquisadores adicionaram flúor na água de abastecimento e constataram que crianças que cresceram bebendo água naturalmente fluoretada tinham menos cárie que aquelas que viviam em áreas sem água fluoretada.

      Embora seja considerada a medida preventiva da cárie que apresenta o menor custo-benefício para a saúde pública, a fluoretação das águas de abastecimento não é uma realidade em grande parte do nosso país, beneficiando apenas cerca de 40% da população.  


    Estudos posteriores constataram que o mecanismo de ação do flúor é tópico, ou seja, quando é aplicado diretamente na boca, por isso sua grande disponibilidade no mercado é por essa via. Os dentifrícios ou cremes dentais deixaram de ter papel meramente cosmético e passou a ser um agente preventivo e estratégico nas políticas públicas de saúde. O flúor na forma de soluções para bochechos, gel ou vernizes constituem outros métodos tópicos do emprego do flúor.

    O flúor age nos processos de desmineralização e remineralização que ocorrem naturalmente na boca. Além disso, possuem efeito antienzimático e antimicrobiano, eliminando algumas bactérias e impedindo a multiplicação das mesmas.

      A academia Americana de Pediatria recomenda que os primeiros dentes dos bebês devam ser higienizados com cremes dentais que contenham flúor. No entanto, como as crianças menores de 3 anos tendem a engolir o creme dental, a quantidade recomendada é de um grão de arroz cru até os 3 anos, passando para a quantidade do tamanho de um grão de ervilha acima dessa idade.  


    No entanto, apesar dos benefícios da sua utilização, a ingestão excessiva pode acarretar efeitos colaterais para o ser humano. Essa toxicidade pode dar-se de uma forma aguda ou crônica, sendo que os efeitos adversos dependem do tempo de ingestão e a quantidade ingerida, idade, presença de problemas cardiovasculares ou renais e alterações genéticas.

    É necessário ficar de olho nas crianças para assegurar que elas não estejam ingerindo pasta ou solução com flúor. Não que isso cause um grande problema de vez em quando, mas se acontecer com frequência, poderá causar fluorose dental.

      A fluorose se manifesta através de manchas brancas e opacas nos dentes em forma de estrias, manchas grandes ou ainda podem alterar toda a cor do dente, dependendo do grau e intensidade do problema.  


    A aplicação de flúor pode ser feita a cada 6 meses, ou conforme orientação do seu dentista. O mineral é muito importante para evitar o desenvolvimento de cáries e desgaste dos dentes. Além de ser um potente dessensibilizante, ajudando a fechar os poros e evitar o desconforto nas pessoas que sofrem com dentes sensíveis.

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