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    Artigo de Opinião


    O Esporte transforma!

    Os benefícios que a educação e os esportes promovem na vida das crianças são intangíveis e, em conjunto podem transformar a condição social da família. Leia o artigo de Opinião de Ricardo Onety

    Escrito por Ricardo Onety no dia 03 de agosto de 2021 - 15:53

     

    | Foto: Reprodução

    As Olimpíadas estão encantando multidões em todos os cinco continentes, revela novos talentos e outros se despedem. Histórias ricas de coragem, força de vontade, foco e metas estabelecida por atletas e familiares, que sonham juntos e superam as intempéries e dificuldades do cotidiano.

    A cada disputa classificatória, pódio, medalha conquistada um sorriso ou um choro se relavam de modo diferente. É neste momento que as diferenças e desigualdades são apresentada ao mundo. Desabafos surpreendentes, histórias incríveis e belos exemplos de superação, revelam que são mais que atletas, são heróis que descem, habitam a terra e estão entre nós.

    O poeta Homero descrevia os deuses, semideuses e heróis demasiadamente humanos! Suas façanhas épicas, coragem, incoerências, medos e frustrações, tão presente em todos nós humanos, simples mortais, recebia crítica de Platão pelo seu exagero, estes feitos eternizados pela literatura foi e é fonte de inspiração para muitos, principalmente aos atletas, que sonham em receber a coroa de louros. 

     

    As histórias contadas de nossos atletas (e tantas outras incríveis), só ratificam a importância social do esporte
    As histórias contadas de nossos atletas (e tantas outras incríveis), só ratificam a importância social do esporte | Foto: Reprodução

    A expressão latina: “Citius, altius e fortius - Mais rápido, mais alto e mais forte”, passou a ser oficialmente o lema olímpico, a partir dos jogos de Paris – 1924. Este lema reflete o ápice da performance humana de um atleta de alto rendimento.

    A expressão introduzida pelo criador das olimpíadas moderna, o Barão de Coubertin, em tempos de pandemia é atualíssima. Quase todos tiveram que começar do “zero”, pois, esta chaga que aflige a humanidade afetou a todos, além da incerteza se as olimpíadas seriam ou não realizadas (atletas precisam ter seu ciclo de treinamento planejado e definido para atingir o desempenho máximo, o ápice durante a competição).

    Os benefícios que a educação e os esportes promovem na vida das crianças são intangíveis e, em conjunto podem transformar a condição social da família. No esporte há uma enorme gama da “arte e valores” contido nele, não se limita somente a criar craques ou superatletas, com performance incríveis, nada que o impeça, pelo contrário. Mais a busca incessante deve ser: oportunizar a participação de todos e formar campeões para a vida plena em sociedade.   

    Sabemos que é dever de estado garantir o acesso ao esporte, já definido pela Constituição Federal de 1988 (CF) e também no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) que em 15 de julho completou 30 anos. Mas só a lei não garante nada!

    A sociedade já deveria ter aprendido a dialogar e exigir este direito fundamental, que se bem trabalhado e executado com eficácia e eficiência, acarretará em bom desenvolvimento humano, social, econômico e político. Seus frutos retornarão em benefícios para toda a sociedade brasileira.

    Aos que estão longe dos esportes podem até ficar chocados ao conhecerem as histórias e depoimentos de nossos atletas olímpicos, mais, os professores de educação física e os treinadores conhecem de perto as enormes dificuldades que os atletas e a comissão técnica passam para treinar e competir.

    Quem não ouviu as histórias de nosso primeiro medalhista olímpico no skate, Kelvin Hoefler que competiu lesionado, no treino, as vésperas da competição, caiu e se machucou. Sua mãe conta que desde muito cedo começou a andar de skate dentro de sala, derrubava muitos objetos e parava em frente à televisão, atrapalhando sua novela. Seu pai percebeu este dom e adaptou um espaço na casa para que ele treinasse, aos 13 anos decidiu seguir a carreira de skatista com apoio da família.

    A incrível história de Rayssa no Skate, natural de Imperatriz do Maranhão, que ao ser filmada por uma emissora de televisão vestida de fadinha, conquistou o brasil e o mundo, conseguiu aos 13 anos ser medalhista de prata. Sua primeira competição (aos 7 anos) foi um desafio, foi somente com a passagem de ida para competir em Santa Catarina (ano – 2015), a confederação ajudou na passagem de volta.  

     

    Sua primeira competição (aos 7 anos) foi um desafio
    Sua primeira competição (aos 7 anos) foi um desafio | Foto: Reprodução

    E o ouro histórico de Ítalo Ferreira, no surf, ficará como o primeiro campeão mundial na mais nova modalidade olímpica. Sua trajetória não foi nada fácil, nasceu em uma pousada onde sua mãe trabalhava, aprendeu a surfar com familiares e quando não tinha prancha usava tampa de isopor das caixas de peixe que seu pai vendia. Sua primeira prancha foi comprada por seu pai onde pagou 50% e o restante em peixe, e na sua primeira onda na final olímpica teve sua prancha quebrada, nadou, correu pegou a prancha reserva e venceu. Ufa!

    As histórias contadas de nossos atletas (e tantas outras incríveis), só ratificam a importância social do esporte, que “apesar de tudo e de todos os problemas que enfrentam, valeu a pena”!

    Os depoimentos mostram que através do esporte podem literalmente dar rolés, nadar, mergulhar, chutar, sacar e surfar lugares incríveis nunca antes imaginados, arrastando uma legião de crianças e adolescente, dando esperança e deixando um legado para mudarem de vida, melhorando condição social de sua família.

    O esporte é direito social de todos os brasileiros desde de 1988 (CF), esperamos que os jogos olímpicos de Tóquio 2020 e os valores contidos nele, despertem em toda sociedade brasileira, uma consciência cidadã e ajude a impulsionar de uma vez por toda uma maior participação nos destinos do país.

    Todos engajados por uma política de educação esportiva!

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