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    Futebol


    Pelada de sábado – Muito além de um jogo de futebol

    O futebol em sua gênese também confunde-se com a historia da humanidade

    Escrito por Ricardo Onety no dia 28 de setembro de 2021 - 10:35

     

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    Leia o artigo | Foto: Reprodução

    Olá boleiros,

    As atividades humanas desde o período da pré-história dependiam do movimentar-se. Ao analisarmos a cultura primitiva em suas dimensões política, econômica e social, percebemos a importância do movimento desde o tempo dos homens das cavernas.  A subsistencia dependia do seu ato físico, de sua força e velociddae, realizavam longas caminhadas, no percursos corriam, saltavam, nadavam e lutavam.

    O futebol em sua gênese também confunde-se com a historia da humanidade, ninguém pode afirmar em que século ou lugar nasceu este esporte que encanta milhões e arrebata praticantes e torcedores apaixonados.

    Alguns caminhos indicam que há mais de 3.000 anos, na China, aparecem registros de uma atividade conhecida como Kemari. Com objetivos militares, a dinâmica de jogo era fazer com que a bola tocasse no solo do campo adversário, passando por cima do fio de seda amarrado em duas estacas.

    Na Grécia, encontramos indicações de vários jogos que precedem o futebol, entre os quais o Epyskiros, semelhante ao atual rugby. O objetivo do jogo era, através de um arremesso fazer com que a bola passasse pela linha de meta adversária.

      Em Roma, influenciados pelos gregos surgiu o Harpastum. O Objetivo deste era fazer com que a bola cruzasse a meta adversária após ser passada de jogador a jogador, cabendo aos jogadores ofensivos fazerem o arremesso.  

    O Haspastum, provavelmente trazido pelas tropas de Júlio Cézar chega à Inglaterra. Porém, somente em 1882, surge a “International Board” que regulamentou as normas do esporte, passando a ser detentoras dos direitos das regras do futebol até os dias atuais, qualquer alteração depende de sua liberação.

    No Brasil, o esporte foi introduzido por Charles Miller que trouxe da Inglaterra o livro de regras, uniformes e bolas, tendo sido o respónsavel pela primeira partida realizada.

    Estes relatos sobre o futebol demosntram a transformação que o futebol passou. Para que se pratique o futebol é necessário alguns fundamentos básicos, dominio, condução e drible, por exemplo, mas o  passe é o fundamento que torna o esporte coletivo. Nada mais garante melhor  relação coletiva ou socialização entre os jogadores do que o passe. Aprender a passar é, também, aprender a socializar!

    Ao longo dos séculos, esta modalidade foi transformada, gerando sentidos e significados. Hoje quero dividir com vocês o encontro esportivo e cultural, um dos mais democrático que conheço: a tradicional pelada.

      Neste sábado, me dediquei a visitar vários locais e espaços onde ocorriam, com objetivo de rever algumas já iniciada e outras que estariam retornando após a liberação das autoridades sanitárias.  

    Começo a contar-lhes uma pelada que tem tradição há mais de 35 anos, chama-se: “Estádio Comandante Modesto”. É uma bela história, pois, o idealizador deste encontro é ex-jogador Fast Club e da seleção amazonense. Em pleno vigor, aos 94 anos, com seriedade costumeira por quase setenta minutos em campo e belo equipamento, se confraterniza com seus amigos, filhos, netos e bisnetos. Um belo exemplo e inspiração para os amantes do futebol.  

     

    | Foto: Reprodução

    Outro espaço muito acolhedor e animado localiza-se em flores, uma associação na qual seu presidente, apaixonado por futebol e também pelo Fast clube, é um dos organizadores. Conta com o apoio de um grupo de amigos que se conehcem desde os tempos de infância no colégio Dom Bosco e outros novos amigos. Pudemos medir e saborear o tempero de uma boa pelada pela confraternização, abraços e sorrisos largos, em uma manhã de sábado diferente, até no horário, lá as 08:00 o primeiro jogo já está prestes a iniciar. São cinquentões com fome e brilho nos olhos, esses nunca envelhecem em espirito.

    A última a pelada em breve estará completando 50 anos. Começou no Colégio Militar de Manaus (CMM), idealizada pelo comandante Cel. Jorge Teixeira. É chamada de Associação de Peladeiros Civis e Militar de Manaus (APCMM),  e participar da “famosa resenha”, pós pelada não tem preço. Comandada pelo querido “Mr. Magoo” que com suas histórias e causos engraçadíssimos, contados repetidas vezes nos abastecem a cada encontro, nos alimentando de energia para enfrentarmos renovados a semana que em breve se inicia.

    Um agradecimento todo especial as esposas, namoradas e companheiras, que ao voltarem para casa recebem os craques com dores pelo corpo e perfume de gelol aplicado antes, durante e após o jogo. Muito obrigado! Mas não deem cartão vermelho a eles.

    A pelada de Sábado é mais que um simples jogo de Futebol. É vida para os boleiros! 

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