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    CONTEXTO: Fieam repudia garimpeiros, confiança na PF e mais

    Confira a coluna Contexto desta quinta-feira (25)

    Escrito por Em Tempo* no dia 25 de novembro de 2021 - 19:30

     

    | Foto: Divulgação

     Fieam repudia garimpeiros e pede ação das forças de segurança

    “É preocupante a presença de centenas de balsas de garimpo para exploração irregular de ouro no Rio Madeira. A Polícia federal prometeu providências o mais rápido possível. Enquanto a exploração ilegal do ouro não for contida, com riscos de contaminação de nossos rios e envenenamento dos ribeirinhos, estaremos pressionando”.

    A declaração é do vice-presidente da FIEAM (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, manifestando à coluna o repúdio da entidade à invasão de mais de 600 balsas de garimpeiros no Rio Madeira, ameaçando a cidade de Autazes.

    “Nossa gente precisa de receitas, extraídas com responsabilidade e segurança do nosso patrimônio natural. Repudiamos, portanto, a ação ilegal. O leito do Rio Madeira é nossa estrada natural de sobrevivência. Através dele, transportamos os produtos da Zona Franca de Manaus, geramos milhares de empregos e renda para nossa gente e para os cofres federais, principalmente”, enfatizou Azevedo.

    Confiança na PF

    Segundo o vice da FIEAM, neste momento a ação é tudo, por isso ele diz confiar na determinação da Polícia Federal para retirar balsas, dragas e garimpeiros do Madeira.

    “Precisamos, sim, das dragas que hoje infestam o Rio Madeira, mas não para atividade ilegal. Precisamos das dragas para balizar hidrovias mais seguras para os transportes de interesse do Estado e da população. É importante que a imprensa e a opinião pública conheçam  o rigor dos fatos para que uma tomada de posição assegure um desfecho tranquilo desta temeridade”, destacou Nelson Azevedo.

    Operação conjunta 

    A qualquer hora poderá ser iniciada uma operação conjunta, organizada pelos Ministérios da Defesa, da Justiça e do Meio Ambiente, Marinha e Ibama para retirar mais de 600 garimpeiros procedentes da região de Humaitá, dispostos a explorar ouro em área próxima à Rosarinho, em Autazes.

    De acordo com informações, a Polícia Federal acelera os preparativos para a operação que deverá conter o avanço dos garimpeiros e evitar graves prejuízos ambientais ao Rio Madeira.

    A ação da PF vai contemplar exigência do Ministério Público Federal (MPF), que quer a retirada imediata de balsas e dragas da região.

    Reação à bala

    Fontes da coluna em Autazes advertem para uma verdadeira guerra entre as forças de segurança, lideradas pela Polícia Federal, e os garimpeiros que prometem “reagir à bala” para não serem expulsos da área onde estão varrendo as profundezas do Madeira em busca de ouro.

    Segundo o Ministério Público Federal e o IPAAM, a extração de ouro é ilegal no rio. Os garimpeiros não possuem licença ambiental para qualquer extração mineral.

    Culpa de Salles

    Para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), a nova invasão garimpeira no Madeira ainda é “reflexo da política equivocada do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles”.

    Conforme o líder socialista, a gestão de Salles representou “um desastre para o Brasil”. Em discurso na Assembleia Legislativa, ele lembrou a reunião ministerial de 22 de abril de 2020 em que o ex-ministro falou em “deixar a boiada passar”. 

    Para Serafim, “deixar a boiada passar significou deixar os rios da Amazônia sem qualquer fiscalização”. 

    Cenário apocalíptico

    O cenário de terror que caracteriza a nova corrida do ouro na Amazônia, com o município de Autazes no epicentro, mereceu manchete em um dos mais conceituados jornais do mundo, o britânico The Guardian.

    Conforme o periódico, o cenário é apocalíptico, comparado ao filme de ficção Mad Max. Outras publicações associam as ocorrências em Autazes ao filme Waterworld, “O Segredo das Águas”, que foca a crise climática global.

    Narcotráfico

    Em mensagens à coluna, internautas não poupam críticas ao vice-presidente da República e coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), general Hamilton Mourão.

    Para o militar, parte das balsas e dragas que atormentam a comunidade de Rosarinho pode estar a serviço do narcotráfico. “Mas, o general tem é que avançar, não ficar só em palavras, mas agir contra os garimpeiros”, reclamam os internautas.

    Repressão será dura

    Em resposta aos internautas, Hamilton Mourão afirmou ontem que a Marinha e a Polícia Federal vão expulsar os garimpeiros de Autazes.

    A ação da PF envolverá a Marinha e a Aeronáutica, que possuem bases em áreas próximas a Manaus.

    O exército de repressão federal incluirá também a participação de agentes de outros estados que estão sendo deslocados para a ação militar no Madeira.

    Mário de Mello

    Em reconhecimento à sua gestão à frente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) no biênio 2020-2021, o conselheiro-presidente da Corte, Mario de Mello, foi agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito Desembargador Décio Erpen. 

    A homenagem, proposta pela corregedora do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargadora Nélia Caminha,  ocorreu durante o 87º Encontro de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil, em São Luís, no Maranhão, na quarta-feira (24). 

    Folias de Momo

    A quarta onda de Covid-19, que assusta a Europa, não preocupa as prefeituras de diversas capitais brasileiras dispostas a encarar o desafio de realizar as festividades momescas em fevereiro de 2022.

    Em São Paulo, o martelo será batido definitivamente em dezembro e no Rio de Janeiro o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, com base em estudo da Fiocruz, disse haver segurança sanitária suficiente para o carnaval do próximo ano.

    “Sem carnaval”

    Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o presidente Jair Bolsonaro se posicionou contrário às festas carnavalescas no Brasil em 2022.

    Acusado de negacionista, o presidente declarou à emissora: “Por mim, não teria carnaval, mas quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal, quem decide são os governadores e os prefeitos. Não quero me aprofundar nessa que poderia ser uma nova polêmica”.

    Pescadores

    Após denúncias levadas ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) diz esperar que a CEF acelere as investigações sobre irregularidades cometidas contra milhares de pescadores amazonenses envolvendo o seguro-defeso.

    As denúncias, feitas por 138 lideranças de pescadores, enfatizam o esvaziamento de contas para recebimento do seguro-defeso antes do saque dos beneficiários, além do tratamento desumano dispensado a muitos pertencentes a essa categoria nas unidades de atendimento da Caixa.

    Tributos

    Reunido em Campo Grande (MS), o colegiado do Parlamento Amazônico aprovou uma série de indicações ao Governo Federal, Congresso Nacional e Assembleias Legislativas propondo a reformulação de normas sobre os tributos incidentes na prestação de serviços de fornecimento de energia elétrica.

    Segundo o presidente do Parlamento, deputado estadual Sinésio Campos (PT/AM), as propostas se contrapõem aos altos tributos cobrados pelos governos Federal, estaduais e municipais nas contas de luz como, por exemplo, o PIS, COFINS, o ICMS e a Contribuição de Iluminação Pública.

    Mandetta desiste

    O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) comunicou à cúpula do União Brasil que não pretende mais disputar a Presidência da República em 2022. Ele vai tentar o Senado pelo Rio Grande do Sul.

    A desistência abre espaço para conversas do União com Sérgio Moro (Podemos) na busca de uma candidatura alternativa na corrida presidencial.

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