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    Artigo de Opinião


    Uma vez Flamengo, sempre Flamengo

    Esta será a terceira vez que clubes brasileiros decidem uma final da Copa Libertadores das Américas

    Escrito por Ricardo Onety no dia 26 de novembro de 2021 - 11:04

     

    Leia o artigo de opinião
    Leia o artigo de opinião | Foto: Reprodução

    Sabemos que o futebol mobiliza milhões de brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste do país. Vive-se cada partida, polemiza-se cada vitória ou derrota. Neste sábado 27 de novembro de 2021, teremos um raro encontro entre equipes do futebol brasileiro em terras uruguaias, no estádio Centenário de Montevidéu.

    Esta será a terceira vez que clubes brasileiros decidem uma final da Copa Libertadores das Américas, além de serem os dois últimos campeões. De um lado o Clube de Regatas Flamengo, do outro a Sociedade Esportiva Palmeiras. Quem entoará o hino mais alto ao término da partida?

    Os dados do IBGE de 2021 apontam as maiores torcidas do país, sendo a equipe do Flamengo a primeira do ranking com 20%, ou seja, 42.663.527 e a do Palmeiras ocupando o quarto lugar - 6%, com 12.799.058 de torcedores. Esses dados por si só, seriam base para várias teses àqueles aficionados acadêmicos, a turma da estatística daria um show.

    Falar de futebol no Brasil, passa necessariamente pelo tricolor Nélson Rodrigues, o craque jornalista se dedicou as crônicas sobre futebol dentre outras coisas. Lembro uma fala que pode levar a possível resposta à minha pergunta. Diz Nélson: Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era fluminense em vidas passadas, antes, muito antes da presente encarnação...

     

    | Foto: Reprodução

    Continua Nélson – “... Até que um dia houve uma dissidência no Fluminense”.  Eu não sei quantos tricolores saíram para fundar o Flamengo. Hoje, nos grandes jogos, o Estádio Mário Filho (Maracanã), é inundado pela multidão rubro-negra” ... Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia!

    Aos palmeirenses meu respeito, mas hoje é dia de mostrar a paixão desmedida dos torcedores Rubro-negros! Dia de deixar fluir o sentimento dessa Nação. Entrevistei torcedores em vários lugares do Brasil, nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e em Manaus. Acredito que Rodrigues deu pistas para a pergunta que farei a seguir.

    Agradeço antecipadamente a estes torcedores pelas respostas e pelos gritos de incentivo de todos os “CAMISAS 12”, sem vocês o futebol não seria mágico! Um silêncio ensurdecedor e agonizante nos estádios! Para minha satisfação, vislumbrei manifestos similares aos de Nelson que, assim como ele, revelaram-se torcedores apaixonados por futebol.

    Passarei a descrever esses sentimentos a partir da pergunta: Por que você torce para o FLAMENGO?

    - Fábio – “Não sei... foi natural desde que me entendo por gente, quando criança já assistia os jogos do Mengão”.

    - Márcio – “Torço para o Flamengo desde os 10 anos de idade, eu vi um time com jogadores habilidosos e um camisa 10 magnífico, que até hoje sou seu fã, ZICO. Afinal de 1980, entre Flamengo X Atlético. Jogavam com alma, garra, habilidade e dando espetáculo. Sou torcedor de coração!”

    - Ociney – “Já tentei me lembrar por que sou flamenguista e não sei! Não sei o que assistir ou uma data, não lembro. Sou flamenguista desde que vi um jogo na televisão. Mas foi uma das melhores decisões que tomei na vida. É inexplicável!”

    - Airton – “Porquê é um time que contagia, emociona. É prazer e orgulho fazer parte desta nação”

    -Frank – “É hereditário! Meu pai é flamenguista, ou seja, já era flamenguista antes de nascer, assim como meus filhos.

    - Nicollet – “Sou natural de Blumenau. Meu pai prestou serviço militar no Rio de Janeiro. Na época o exercito fazia patrulhamento no Maracanã. Se apaixonou pelo Flamengo e por influência dele, já aos 6,7 anos virei torcedor. Ouvia os jogos pelo rádio e assistia na tv, quando vi o Zico jogando e cobrando as faltas com tamanha precisão, me encantei, mais ainda. Entendi com o passar do tempo que essa “Nação não tem outra igual”, desde então sou fanático e apaixonado torcedor do Mengão.” 

    - Alberto – “A Verdade Onety é que sou flamenguista por causa do ZICO, aprendi o gosto por futebol por causa dele. Até hoje sou seu fã!”

    - Joaquim - “Em primeiro lugar porque minha família é rubro-negra (pais, tios, primos, irmão etc.). Em segundo lugar porque tenho um imenso amor pelo Mengão, tanto é que trouxe para Manaus a 46a. Região da Raça Rubro-negra quando retornamos dos estudos no Rio de Janeiro. Raça, amor e paixão. Mengão do meu coração!

    - Roberto – “Sempre gostei de futebol, e quando menino nos anos 80, encontrei um flamengo que o mundo não vai esquecer. O Flamengo de Zico, Andrade, Leandro, Júnior, Adílio etc. Foi esse time que me identifiquei, e me ensinou a ser flamenguista, a ter esta paixão. Ser flamenguista é ser campeão!”

    -Jéferson – “Torcer para o Flamengo é genético. Já veio no sangue, já veio de berço, é culpa de meu pai. Quando se tratava de Flamengo não escondia suas emoções: Chorava, vibrava, se aborrecia, se emocionava, então toda essa energia foi transmitida a todos nós filhos. É indescritível”.

    - Thaís – “Começar a torcer para o Flamengo foi inevitável, é paixão que veio do meu pai e irmãos. Eu tinha 07 ou 08 anos, procurei meus irmãos pela casa e quando cheguei em um quarto, todos em cima da cama, me juntei a eles e demos as mãos, gol do Pet contra o Vasco no último lance do jogo! Não sei como a cama não quebrou, nós quatros nos abraçamos e pulamos muitos. Foi meu primeiro momento inesquecível. Foi inevitável conter essa paixão!

    - Laerte – “Uma das boas influências de meu pai Gaetano e de meu avô Didico – Meu pai Flamenguista e Rionegrino, meu avô Vascaíno e Nacionalino. Para ter equilíbrio e ficar bem com os dois, escolhi o Flamengo de meu pai e o Nacional de meu avô. Em resumo, tive muita sorte nas minhas escolhas”.

    - Zeca Jr. – “Sem dúvida ser flamenguista vem de berço. A influência de meu pai e a relação que envolvia a gente, tem esse ponto em comum, esse start. Lembro, ao assistir aos jogos me encantava com a torcida, suas cores, sua festa e como o time jogava em sintonia com ela. Sempre houve muita paixão nessa relação torcida X time, a cada jogo mesmo sendo só pela tv, me sentia parte daquilo”.    

     

    | Foto: Reprodução

    Finalizo essa pesquisa citando talvez o maior torcedor rubro-negro, Mário Filho. Esse jornalista carioca foi fundamental para a construção do Maracanã. Talvez Mário Filho veio do futuro com essa visão de construir um grande estádio popular, não uma arena moderna, bonita, onde todos assistem aos jogos sentados (não que eu seja contra a evolução e modernidade, pelo contrário). Talvez imaginava ver em seus sonhos os “GERALDINOS” em pé, pertinho do campo, dos jogadores, dos ídolos, a gritarem, a empurrarem, a sofrerem, a chorarem e a sorrirem pelo Flamengo.

    Por fim, perguntado por um dos colegas - Onety, por que você é Flamengo? Levei algum tempo para responder. Encontrei em outro craque rubro-negro (torcedor do Sport Clube do Recife), e nordestino por convicção - Ariano Suassuna, o qual me ajudou a responder pergunta difícil, através de seu personagem Chicó, em bela obra - O Auto da Compadecida.

    E como Chicó, respondo sem responder - Amigo não sei quando me tornei flamenguista, só sei que foi assim!

    Uma vez Flamengo sempre Flamengo! Eu sempre te amarei... Onde tiver estarei... Oh, meu mengo.

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