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    CONTEXTO: Economista de Moro ataca a ZFM, Paulo Guedes e mais

    A coluna Radar Econômico, assinada pela jornalista Josette Goulart na revista Veja, divulgou declarações do economista Affonso Celso Pastore a empresários

    Escrito por Em Tempo* no dia 01 de dezembro de 2021 - 18:52

     

    | Foto: Divulgação

    Economista de Moro ataca a ZFM e complica o ex-juiz no Amazonas

    A coluna Radar Econômico, assinada pela jornalista Josette Goulart na revista Veja, divulgou declarações do economista Affonso Celso Pastore a empresários classificando o modelo Zona Franca de Manaus como um mau exemplo para o país em termos de política tributária.

    Ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo entre 1979 e 1983, na gestão Paulo Maluf, Pastore é ligado aos grandes grupos industriais paulistas, que, temendo a concorrência da ZFM, não param de destilar preconceitos contra o modelo federal implantado no Amazonas em 1967.

    As declarações do economista, criticando a ZFM e recomendando o fim das desonerações tributárias como solução para resolver o endividamento brasileiro, desgastam Moro perante a opinião pública amazonense em um  delicado momento de articulações em que ele tenta emplacar seu nome como uma terceira via na corrida presidencial de 2022.

    Pior que Guedes

    Além de titular da Fazenda no governo Maluf, em São Paulo, Celso Pastore, de 82 anos, presidiu o Banco Central do Brasil de 1983 a 1985 sob o governo do general João Baptista Figueiredo.

    Aluno de Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento durante a Ditadura Militar de 1964, ele é próximo do PSDB e, agora, como Guru de Sérgio Moro, começou a dar entrevistas criticando a atual política de Paulo Guedes à Frente do Ministério da Economia.

    Contudo, inimigo dos incentivos fiscais que mantém a ZFM, Pastore parece ser pior do que Guedes para os interesses do Amazonas.

    Deputados polemizam  

    Embora consideradas um instrumento inovador para melhorar a frequência dos parlamentares nas sessões das casas legislativas pela via on-line, as reuniões híbridas da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) poderão ser encerradas brevemente de acordo com Projeto de Resolução Legislativa, de autoria do deputado Sinésio Campos (PT), que começou a tramitar na Casa.

    Na contramão da proposta de Sinésio, o deputado Delegado Péricles (PSL) entende que o fim das sessões híbridas não obrigará os parlamentares a serem assíduos principalmente às sessões de votação de matérias, às quartas-feiras.

    Punição já

    Na opinião de Péricles, se o Parlamento aprovar o retorno das sessões presenciais, ele proporá que a Mesa Diretora puna os deputados faltosos a fim de garantir assiduidade às reuniões. 

    “É preciso mexer no bolso para que haja assiduidade”, disparou o deputado da tribuna da Aleam.

    Reunião na terça

    Preocupado com a frequência dos parlamentares nas sessões da Aleam, o deputado Roberto Cidade (PV), presidente do Poder, propôs que a suspensão das sessões híbridas seja debatida em reunião fechada, no gabinete da Presidência, na próxima terça-feira.

    Deputados que discordam do Projeto de Resolução apresentado por Sinésio Campos veem nas sessões remotas um instrumento tecnológico, surgido em função da pandemia do novo coronavírus,  que reforça  a transparência e a participação popular nas deliberações das casas legislativas, como ocorre no Congresso Nacional.

    Mérito Amazônico

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antônio Silva, foi agraciado com a Ordem do Mérito Amazônico Danilo Remor.

    A solenidade ocorreu na noite de segunda-feira (29),  na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, no clima das comemorações dos 30 anos de atividades da Ação Pró-Amazônia. 

    Fundada em 1991, a Ação Pró-Amazônia é integrada pelas federações das indústrias dos nove estados que compõem a Amazônia Legal e atua em favor do desenvolvimento sustentável na região. 

    Grupo Simões 

    O Grupo Simões completou, no mês de novembro, 78 anos de atividade na região Norte. 

    Atuando em segmento de Bebidas, Veículos e Gás Carbônico, o grupo empresarial reforça sua presença fortalecendo a sua identidade amazônica, fomentando ações de diversidade e inclusão. 

    Com sede em Manaus, o grupo gera cerca de 3500 empregos diretos, está presente nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá e tem buscado inovar cada vez mais por meio de ações sociais e ambientais que produzem impacto positivo para colaboradores e comunidade.

    Ativismo do crime 

    Em artigo publicado no jornal O Globo, denominado “O ativismo do crime na Amazônia”, o jornalista Elio Gaspari dispara ataques contra a recente invasão garimpeira nas proximidades de Autazes, no Rio Madeira.

    Escreveu Gaspari: “As balsas do Rio Madeira mostraram o tamanho do prejuízo que os agrotrogloditas, piromaníacos e negacionistas estão impondo ao Brasil. Primeiro cercearam as atividades dos fiscais do Ibama para atender aos desmatadores. Depois, tratou-se de sedar a Funai para permitir a invasão das terras indígenas. 

    “Nos dois casos, sempre aparecia alguém com argumentos marotos para defender a ação dos delinquentes. As balsas do Rio Madeira e a articulação desse garimpo com a lavagem de dinheiro e o narcotráfico expuseram o resultado da ausência do Estado na região”.

    Desastre 

    Para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), foi “desastrosa” a operação do Governo Federal que apreendeu ou destruiu cerca de 131 balsas no último fim de semana.

    O desastre, de acordo com ele, ficou por conta da ação que, ao incendiar balsas, acabou derramando mercúrio nas águas do Madeira, acelerando o processo de contaminação do rio e envenenamento da fauna aquática.

    Porto Chibatão

    Acerca do acidente envolvendo o derramamento de óleo no Porto Chibatão, na região da Ceasa, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou, em nota, que procedimentos de segurança adotados pela empresa responsável, como o uso de barreiras de contenção para evitar o escoamento dos itens que estavam na superfície da água.

    Dez containers, carregados de itens eletrônicos, foram parar no fundo do Rio Negro.

    Licenciamento 

    Conforme o Ipaam, a atividade em questão é licenciada pelo Instituto e o empreendimento deve adotar as condições de regularidade da licença, dentre eles, o Plano de Ação Emergencial, que indica quais os protocolos assumidos em situações de acidente na área portuária. 

    Um desses procedimentos é comunicar imediatamente o órgão fiscalizador responsável assim que identificar a existência do sinistro, o que a empresa não fez.

    Desfavor

    Os dados coletados foram encaminhados diretamente para a Diretoria Técnica do Ipaam para fins de análise e cumprimento de medidas administrativas em desfavor da empresa devido a não comunicação imediata ao órgão para averiguação e por tentar impedir a entrada dos servidores no local do acidente.

    Compra de votos

    Ante os rumores sobre esquemas de compra de votos envolvendo a eleição do próximo domingo (5) em Coari, a Basa Arpão está executando uma verdadeira operação de guerra para coibir o transporte ilegal de eleitores com destino à Terra do Petróleo.

    A partir de Codajás, toda e qualquer embarcação está sendo interceptada e devidamente fiscalizada por agentes da Base.

    Mello em Cartagena

    O conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Amazonas, Mario de Mello, participou, ontem, da 30ª Assembleia Ordinária da Organização Latino-Americana e do Caribe das Entidades Fiscalizadoras Superiores (Olacefs), em Cartagena das Índias, na Colômbia.

    No evento, dentre outros temas, especialistas focaram inteligência artificial e computação quântica no trabalho de controle fiscal, bem como a gestão de instituições supremas de auditoria em direitos humanos, proteção ambiental, objetivos de desenvolvimento sustentável e igualdade de gênero e não discriminação.

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