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    EDITORIAL: A fome se alastra no país

    A contradição denuncia um país que, embora reconhecido como grande produtor de comida, não consegue aplacar a insegurança alimentar de milhões de famílias sem renda para comer o mínimo necessário

    Escrito por Em Tempo* no dia 02 de dezembro de 2021 - 19:21

     

    | Foto: Divulgação

    Ironicamente, enquanto os bancos brasileiros privados e públicos, segundo o Banco Central,  registram lucro líquido de R$ 62 bilhões, vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social revirando lixo em caminhões de coleta em busca de comida em cidades do Nordeste.

    A contradição denuncia um país que, embora reconhecido como grande produtor de comida, não consegue aplacar a insegurança alimentar de milhões de famílias sem renda para comer o mínimo necessário. Ainda dói na memória dos brasileiros o cenário de 1983, quando a fome castigou impiedosamente o Brasil e exigiu de igrejas, sindicatos e grupos civis um esforço sobre-humano em campanhas de solidariedade para contornar o drama gigantesco.

    Hoje, a contradição continua e o drama também apesar das políticas modernizantes da Embrapa que chegaram a decantar uma revolução agrícola que, no entanto, não alcançou os milhões de famintos espalhados de Norte a Sul do país.

    Conforme dados divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo e pela revista Istoé, há um exército de 14,3 milhões de desempregados e um quadro tétrico de 20 milhões de famintos no país. Quase diariamente as televisões veiculam reportagens mostrando pessoas cozinhando seus parcos alimentos em fogões a lenha improvisados. É o retrato de um país que, agora, espera tudo do Auxílio Brasil.

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