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    EDITORIAL: O alto preço da fome

    No Brasil, levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) estima em 19,1 milhões o número de famintos, ou seja, 9% da população brasileira.

    Escrito por Em Tempo* no dia 09 de dezembro de 2021 - 19:57

     

    | Foto: Divulgação

    Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), denominado “O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI, na sigla em inglês) 2021”, aponta que 811 milhões de pessoas em todo o planeta. Um décimo da população global era subalimentada em 2020 e, com a pandemia, a situação se agravou em 2021.

    No Brasil, levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) estima em 19,1 milhões o número de famintos, ou seja, 9% da população brasileira.

    Os números correspondem a estudo realizado em cinco regiões, tanto em áreas urbanas como rurais. Conforme a entidade, a pandemia jogou 116,8 milhões de pobres cidadãos a uma triste situação de insegurança alimentar.

    Segundo o site Uol, na cidade Senador Elói de Souza, município do Rio Grande do Norte, a seca feroz leva as famílias a comerem lagartos e restos de carne para enganar a fome. E o estado de calamidade pública pouco ajuda no  enfrentamento do problema.

    “Os relatos sobre a fome na região potiguar se somam aos de outros brasileiros pelo país. Neste ano, ganharam notoriedade imagens de ossos de boi serem disputados por moradores no Rio de Janeiro e vendidos como um produto a mais em um açougue de Santa Catarina. Em Fortaleza, ossos de carne de primeira e de segunda também foram incluídos na lista de itens de alguns açougues, quando antes eram doados”, diz o Uol.

    Conforme a Rede Penssan, na região Norte, 14,9% das pessoas que não têm o que comer. O problema só aumenta, agravado pela inércia criminosa do Ministério da Economia.

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