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    Caso Miss


    Rafael Fernandes vai a júri popular e responderá por morte de Miss

    A defesa de Rafael solicitou um exame de Insanidade Mental, mas após o resultado a Justiça entendeu que ele deve responder pela morte da Miss Manicoré Kimberly Karen Mota

    Rafael confessou ter matado a Miss por cíume
    Rafael confessou ter matado a Miss por cíume | Foto: Divulgação

    Manaus - O caso de assassinato da Miss Manicoré Kimberly Karen Mota, que tinha 22 anos,  teve mais uma reviravolta nesta última semana. A defesa do réu-confesso do crime, o analista judiciário Rafael Fernandes Rodrigues havia solicitado um incidente de insanidade mental [realizado quando há dúvida sobre a saúde mental do acusado na época dos atos]. O resultado da perícia-médica saiu e a Justiça Amazonense entendeu que Rafael pode ser responsabilizado pelo feminicídio da ex-namorada, que foi por ele a facadas dentro de um condomínio no Centro de Manaus.

    A decisão assinada pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, decreta que no caso de condenação, Rafael cumprirá pena criminal e não medida de segurança. O processo está em andamento e ainda não há previsão para a data do julgamento. No entanto, Rafael vai a júri popular composto por sete jurados. Ele está em uma unidade prisional na capital desde o dia 17 de maio deste ano. 

    Morte de Miss

    No depoimento oficial, Rafael contou que, na noite de 10 de maio, estava na sala do apartamento localizado no Centro, na Zona Sul de Manaus, acompanhado de Kimberly quando a jovem foi até o banheiro e deixou o celular. Na tela, Rafael disse ter visto mensagens de homens desconhecidos com emoticons de corações e fotos.

    Após um ataque de ciúmes, Rafael foi até à cozinha, onde disse ter escolhido a faca maior para matá-la. Após pegar a arma branca, a escondeu atrás do travesseiro e deitou do lado da miss na cama. Logo em seguida, Kimberly foi assassinada com vários golpes. O corpo foi localizado dois dias depois.

    Rafael fugiu para Roraima e a caçada das Polícias Civis do Amazonas e Roraima teve fim na tarde do dia 15 de maio, quando Rafael foi preso em um casebre improvisado na invasão Morro do Quiabo, em Pacaraima, no Estado de Roraima. Ele estava sendo ajudado por dois venezuelanos e no local a polícia achou pistas dos próximos passos que Rafael daria na tentativa de fugir.

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