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    crime cibernético


    BO por invasão de celular no AM cresce e acende alerta à exposição

    O crescimento de casos chama a atenção para os cuidados com a exposição de dados pessoais na internet

    De janeiro até julho, foram registrados 302 casos de invasão de dispositivo informático.
    De janeiro até julho, foram registrados 302 casos de invasão de dispositivo informático. | Foto: Carlos Soares/SSP-AM

    Manaus - As notificações do crime de invasão remota de dispositivos informáticos, como computadores e telefones celulares, bateram recorde até julho, em Manaus, superando em 16,5% o total de Boletins de Ocorrência (BOs) registrados ao longo de todo o ano passado. O crescimento de casos acende o alerta para os cuidados com a exposição de dados pessoais na internet. É que as vítimas da maioria desses golpes são selecionadas a partir de perfis publicados por elas mesmas nas redes sociais e sites de compra e venda. 

    De janeiro até julho, foram registrados 302 casos de invasão de dispositivo informático. No mesmo período do ano passado, foram 89 ocorrências. Em 2019, os crimes desta natureza somaram 252 notificações. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

    Segundo o delegado Aldeney Goes, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), da Polícia Civil do Amazonas, a maior parte dos casos que chega para investigação segue o mesmo roteiro. Após expor telefones e outros dados pessoais, a vítima recebe uma ligação e acaba sendo convencida a repassar códigos que autorizam a invasão do equipamento. 

    Clonagens

    Os casos mais frequentes registrados na capital do Amazonas se referem a clonagem da conta do aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp. Ao enganar o proprietário da linha, os golpistas passam para a próxima etapa do plano: enviar mensagens para os contatos vinculados àquela conta pedindo dinheiro. 

    “O estelionatário identifica a vítima na rede social dela ou em anúncios no OLX, por exemplo. Ao contatá-la, o criminoso faz referência ao produto que aquela pessoa quer vender, diz que localizou em duplicidade, e que vai ser preciso apagar, a menos que a vítima siga alguns passos. É a senha para ele habilitar a conta em outro aparelho e sequestrá-la”, disse Goes.

    A vítima só percebe que caiu no golpe quando começam as primeiras ligações de familiares e amigos, fazendo referência a depósitos e transferências financeiras. Proteger-se desses crimes é uma medida que deve ser adotada não só por quem expõe os dados, mas também na própria dinâmica das relações de contato por aplicativos de mensagem.

    Orientações de proteção

    Para evitar que o aparelho seja clonado ou invadido, a orientação é ativar a verificação em duas etapas, disponível pelo provedor de mensagens instantâneas, adquirir um antivírus e reduzir a exposição de informações pessoais nas redes sociais.

    No caso das vítimas conexas, aquelas que acabam tendo prejuízos financeiros ao transferir dinheiro para contas falsas, a maior recomendação é confirmar se quem a veracidade do pedido de transferência financeira. Um simples telefonema pode evitar prejuízos enormes.

    Como denunciar?

    O registro desses casos deve ser feito através de BO na Polícia Civil. O registro pode ser feito na internet no site da Delegacia Interativa www.delegaciainterativa.am.gov.br .Quem tiver informações que possam auxiliar na elucidação de casos pode ligar de forma anônima para o 181, o disque-denúncia da SSP-AM.

    *Com informações da assessoria

    Veja a reportagem com o delegado:

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