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    Assalto


    Em Manaus, motorista de app luta com bandidos para não ser degolado

    O assalto aconteceu na madrugada do último sábado (26), na Zona Oeste de Manaus, e a vítima acabou sendo ferida com golpes de faca

    O motorista travou uma verdadeira luta pela vida
    O motorista travou uma verdadeira luta pela vida | Foto: Divulgação

    Manaus - Um motorista de aplicativo de mobilidade urbana, de 28 anos, viveu momentos de pânico durante um assalto violento na madrugada do último sábado (26), na rua Santa Isabel, do bairro Santo Agostinho, na Zona Oeste de Manaus. Ele foi surpreendido por três supostos passageiros, sendo dois homens e uma mulher. Ele pegou o trio na Praia da Ponta Negra e seguiu até o destino onde aconteceu o crime. Após o anúncio do assalto, a vítima travou uma verdadeira batalha pela vida ao lutar com os bandidos para não ser degolado. 

    A vítima contou ao EM TEMPO que recebeu a solicitação de corrida e as três pessoas entraram no carro normalmente. Eles se passaram por clientes. Durante o caminho, eles pediram para usar o carregador do aparelho celular, escolheram uma música e agiram tranquilamente. Inclusive, os bandidos chegaram a devolver um objeto esquecido pelo passageiro anterior. 

    "A corrida foi tranquila e quando chegamos no destino indicado no aplicativo, eles pediram para que eu parasse depois de uma carreta. No local estava bastante escuro. Achei um pouco estranho, mas encerrei a corrida. Eles me pagaram com uma nota de R$ 20 e, na hora em que eu passei o troco, eles anunciaram o assalto. O passageiro que estava na frente pegou no meu braço e o que estava sentado atrás do meu banco, passou o braço e envolveu meu pescoço. O tempo todo um deles falava que iria estourar a minha cabeça. Tentei negociar com eles, falei que eles poderiam levar tudo, inclusive o carro, mas pedi que não fizessem nada comigo", explicou o motorista. 

    Mesmo após ser rendido, os criminosos não largaram o motorista de aplicativo - que em determinado momento tentou tocar em um deles. O objetivo da vítima era saber se realmente eles estavam com arma de fogo. Enquanto isso, um dos criminosos o enforcava violentamente. A mulher que estava com eles apenas assistia tudo. 

    "Eu não tinha certeza, mas senti que eles não tinham a arma. Um deles puxava meu braço e outro me enforcava, eu continuei negociando e nada. Eles disseram que iriam levar o carro e eu virei o rosto para trás para falar com a mulher e pedir ajuda. Percebi que ela estava assistindo tudo, mas não estava concordando. Foi quando eu virei e vi que não tinha arma. Eu decidi naquele momento que iriam fazer algo para tentar me livrar. Eu arranquei com o carro. O homem que estava ao meu lado tirou a chave da ignição e o criminoso de trás sacou a faca para cortar o meu pescoço. Ele queria me degolar, mas eu segurei parte da faca e mordi muito o braço dele. Ele ainda riu, disse que eu havia vacilado e iria morrer", relatou. 

    O suspeito que estava no banco da frente saiu do carro e deixou a porta aberta. Já a vítima passou a travar luta corporal com o criminoso que estava com a faca. Eles acabaram saindo do carro e a luta continuou em via pública. O comparsa do suspeito acabou o ajudando e passou a socar o corpo do motorista de app, que fazia de tudo para não ser esfaqueado.

    "Durante a luta, eu acabei empurrando o criminoso que estava com a faca contra a cerca de uma casa de madeira, mas ele não parava de tentar me esfaquear. Ele acabou ferindo a minha mão e o meu rosto com a faca, fiquei completamente ensanguentado e sem visão de nada. Eu só tinha a sensação do cara do meu lado e da faca embaixo. O comparsa veio, tentou me puxar, mas eu não larguei. Foi quando o cachorro da casa começou a latir e o senhor da residência saiu com um pedaço de cano ou madeira. Eu pedi ajuda e o comparsa do criminoso se intimidou e fugiu acompanhado da mulher", contou. 

    Os criminosos fugiram levando a chave do carro, que foi quebrada pelos suspeitos, além do aparelho celular e da renda feita nas corridas anteriores. A vítima recebeu ajuda da filha do dono da casa e conseguiu entrar em contato os familiares, que o levaram até uma unidade hospitalar para receber atendimento médico. 

    Após o crime, o motorista de app descobriu que no meio do assalto o aparelho celular dele havia ligado sozinho para o pai dele e a mãe atendeu e ouviu o diálogo da confusão. Ela ouviu, inclusive, as ameaças de morte e deduziu que o filho havia sido sequestrado. 

    O caso foi registrado no 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e, posteriormente, transferido ao 8° DIP, que irá conduzir as investigações. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas para saber o andamento das diligências, mas ainda não obteve resposta. Assim que tivermos a nota, o material será atualizado. 

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