Abuso policial


Vídeo: universitária é agredida com tapas no rosto por PM em Manaus

Policiais suspeitavam que a vítima estava gravando uma ocorrência; mesmo negando, a estudante foi agredida física e verbalmente

| Foto: Reprodução

Manaus – Uma estudante de jornalismo, que optou pelo anonimato por medo de represálias, denunciou uma situação de abuso policial, ocorrido na tarde desta terça-feira (6), em uma praça no Prosamim do Centro de Manaus.

A vítima, de 18 anos, relatou que estava acompanhada de um amigo enquanto os oficiais realizavam a abordagem de alguns rapazes na praça, quando um dos PMs a questionou se estaria filmando a ação policial. 

‘’Eu fiquei tranquila, pois eles estavam somente fazendo o trabalho deles. Eles quiserem ver meu celular, então desbloqueei e entreguei. Quando eu pedi meu celular de volta, depois deles terem vasculhado, ele olhou me olhou e tentou quebrar meu braço’’, afirmou a estudante.

A justifica dos oficias seria que ela não poderia gravar uma ação policial. As agressões físicas continuaram. De acordo com a jovem, o PM ainda a xingou e deu tapas no rosto dela. "Ele só não me agrediu mais pois viu que haviam pessoas filmando’’, ressaltou.

Após perceberem que estavam sendo filmados, os policias devolveram o celular e se retiraram do local. A jovem informou que ainda não registrou o Boletim de Ocorrência por conta do medo de represália.

Inquérito será instaurado

Em nota, a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PMAM informou que está acompanhando o caso e será instaurado Inquérito Policial Militar para analisar a conduta dos policiais da 24° Companhia Interativa Comunitária envolvidos na ocorrência.

''Ressaltamos que os policiais serão afastados de suas atividades operacionais até a conclusão do processo. Todos os elementos apresentados durante a ação investigatória serão apurados da forma transparente que o caso requer, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A Polícia Militar não compactua com abusos, excessos e comportamentos que contrariem a lei e a ordem. A Corporação preza sempre pelo bem comum, com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos'', destacaram em nota.

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