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    Caso Pedro


    Família chora por adolescente supostamente morto por motoristas de app

    Uma ossada que supostamente seria do adolescente foi encontrada na manhã desta quarta-feira (21) na BR-174 durante a operação 'Nêmesis'

    A família estava há meses pedindo respostas sobre o sequestro do adolescente
    A família estava há meses pedindo respostas sobre o sequestro do adolescente | Foto: Suyanne Lima

    Manaus - A família de Pedro Adley Ferreira Lima, de 17 anos, desaparecido desde o dia 23 de junho, chora a perda do rapaz, após encontro da suposta ossada do adolescente em uma ribanceira na rodovia BR-174, na manhã desta quarta-feira (21). Segundo a família, Pedro era inocente da acusação de roubar motoristas de aplicativos em Manaus. 

    Pedro foi sequestrado da casa onde morava na rua Pará, invasão Nova Vitória, na Zona Leste de Manaus. no dia 23 de junho. Sobre o assunto, a família conversou com a reportagem do Em Tempo e lamentou a perda do jovem.

    A irmã que presenciou o crime, recepcionista Fernanda Fernandes, de 27 anos, falou à reportagem sobre a prisão dos suspeitos e o encontro da suposta ossada de Pedro. 

    "Tudo que nós queríamos saber era da verdade. Estávamos preparados para saber o que aconteceu. Não está sendo fácil, mas quero dizer para os familiares dos suspeitos que hoje eles choram pelos parentes presos, mas nós choramos por perder alguém que amamos. Posso afirmar que meu irmão não tem nada a ver com roubo de motoristas de aplicativos. Quem pegou meu irmão, pegou uma pessoa inocente. Minha família o levou para aquele bairro, justamente pra que ele se afastasse de más companhia e aconteceu isso. Apesar de tudo, eu perdoo quem fez isso. Não quero o mal de ninguém, quero Justiça”, declarou. 

    A família busca mais respostas sobre o caso
    A família busca mais respostas sobre o caso | Foto: Reprodução

    A recepcionista fez um apelo à família dos presos, para que não acusem o adolescente de crimes que ele não teria cometido.

    “Agora vamos poder dar um enterro digno ao meu irmão. Para chegar até essas prisões, houve investigação. Analise o que estão falando, pois eu estava no dia que meu irmão foi sequestrado e vi a forma cruel como ele foi levado. Meu irmão não era um animal e foi encontrado como um bicho. Só quero Justiça”, desabafou.

    A mãe de Pedro, Maria da Conceição Ferreira de Souza, de 55 anos, também falou com a reportagem e estava muito abalada com a perda do filho. 

    “O desespero aumentou mais porque mesmo após ele ter sido levado, eu ainda tinha esperança de encontrar meu filho com vida. Eles arrancaram um pedaço do meu peito, do meu coração, da minha alma. Era meu filho caçula, que me ajudava nas coisas da casa. Ele não merecia isso, ainda por cima estão sujando a imagem dele. Nós saímos do bairro Alfredo Nascimento, porque ele estava se envolvendo com pessoas erradas. Fomos para o Nova Vitória para tirá-lo daquele  mundo errado, mas nunca pensei que eu fosse ver meu filho morto”, gritou a mãe desesperada.

    Os motorista estiveram na Delegacia de Homicídios para saber detalhes sobre as prisões
    Os motorista estiveram na Delegacia de Homicídios para saber detalhes sobre as prisões | Foto: César Gomes

     

    Prisões

    Três homens identificados como João Rodrigues Maciel,  de 33 anos, Cleyton Augusto dos Santos, de 29 anos, e Kameron Braga Pereira, 21, foram presos nesta quarta-feira (21) suspeitos do homicídio e ocultação de cadáver de Pedro, durante operação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

    Na tarde desta quarta-feira (21), o delegado Charles Araújo, titular da DEHS, concedeu entrevista coletiva e revelou mais detalhes sobre o caso.

    De acordo com o delegado Charles Araújo,  titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), não há qualquer indício da participação de Pedro Adley no assalto ocorrido no dia do crime. Para ele, os suspeitos pegaram o jovem por engano. 

    Veja a transmissão do caso e a coletiva:

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