Retorno


Responsáveis por massacre, chefes de facções retornam a presídio do AM

Estão na lista "Tio Patinhas", o filho e primo do narcotraficante "Zé Roberto", "Luciano L7" e "Ari", respectivamente. Além de "Garrote", um dos principais líderes do massacre que resultou nas 56 mortes em 2017, no Compaj

Os 13 detentos serão encaminhados para a Central de Recebimento e Triagem
Os 13 detentos serão encaminhados para a Central de Recebimento e Triagem | Foto: Divulgação / EM TEMPO

Manaus - Grandes líderes de facções do Amazonas, que haviam sido transferidos para presídios federais devido à alta periculosidade, voltaram ao Estado nesta quarta-feira (11). A informação foi confirmada ao EM TEMPO pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). 

No total, 13 detentos, que estavam na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte (RN), irão desembarcar, por volta das 12h30, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, escoltados pela equipe do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Entre os detentos, está o narcotraficante Clemilson dos Santos Farias, de 38 anos, conhecido como "Tio Patinhas". Apontado como "braço direito" de Gelson Carnaúba, o "Mano G", o criminoso era o líder do Comando Vermelho em Manaus antes de ser preso. 

Além do filho e primo de "Zé Roberto", um dos fundadores da Fação Família do Norte (FDN), Luciano da Silva Barbosa, conhecido como "Luciano L7", José de Arimateia Façanha do Nascimento, conhecido como "Ari", respectivamente. 

“A Seap solicitou a permanência desses detentos em regime federal. Entretanto, foi negado pela Justiça”, afirmou o secretário da Seap, coronel Vinícius Almeida.

Os 13 detentos serão encaminhados para a Central de Recebimento e Triagem (CRT) para os procedimentos de identificação. Em seguida, levados para o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), onde irão ficar isolados durante 15 dias como medida preventiva contra o coronavírus. 

Além de "Tio Patinhas",  "Luciano L7" e "Ari". Também está na lista o Márcio Ramalho Diogo, o "Garrote",  um dos principais líderes do massacre que resultou nas 56 mortes em 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). 

Veja os outros nomes 

Fernando Felix da Silva, o "Imperador"

Rômulo Brasil da Costa

José Bruno de Souza Pereira, conhecido como "Bruninho"

Janderson Rolim Matos, vulgo “Passarinho”

Eduardo Queiroz de Araújo, o “Foguinho”

Florêncio Nascimento Barros, vulgo "Marabá'. 

Fabrício Duarte Araújo

Romário Corvelo Fonseca, vulgo “Romarinho”.

Thiago Fernandes Soriano, o “Alemão”. 

A guerra de facções 

O Amazonas é atual palco da guerra entre as facções Família do Norte (FDN) e Comando Vermelho (CV), e, recentemente, a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) também entrou na briga por territórios de tráfico de drogas pelo Estado. Os conflitos já resultaram em inúmeras mortes  nos bairros de Manaus e até no interior.

Riscos 

Na avaliação do especialista em Segurança Pública, Raimundo Pontes Filho, uma crise pode se instalar no sistema prisional do Estado, caso os criminosos (que se aliaram a uma outra facção) resolvam retomar o poder.  

"Em certas condições, esses riscos podem ser até administráveis, ou seja, há a necessidade de analisar o que pode vir a acontecer e quais os fatos indicarão que esses riscos se tornem efetivos. Por isso é essencial que esses apenados sejam monitorados atentamente pelas autoridades, a fim de evitar ou inibir eventos de violência e delinquência", concluiu. 


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