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    Grupo criminoso


    Entenda como funcionava o esquema criminoso dentro do Detran-AM

    O esquema chegou a fraudar mais de R$ 30 milhões em impostos estaduais e federais

    | Foto: Divulgação

    Uma operação policial iniciada a partir de descobertas feitas pelo setor de inteligência do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) resultou na prisão de 25 pessoas, entre elas despachantes veiculares, servidores do Órgão, estagiários, e ex-servidores.

    O esquema chegou a fraudar mais de R$ 30 milhões em impostos estaduais e federais, segundo apuração preliminar da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), que deu prosseguimento a investigação.

    “Essa era uma prática antiga dentro do Órgão, mas que com a mudança na gestão e nos procedimentos, pôde ser descoberta. Infelizmente, alguns servidores e despachantes realizavam essa prática criminosa, mas é bom que se diga que isso não representa a substancial parcela dos demais servidores e despachantes, cuja a índole e abnegação são incontestáveis. A gente sabe que em todos os meios e atividades há os bons e os maus profissionais, é preciso separar o joio do trigo, nesse caso”, reforçou o diretor-presidente do Detran-AM, Rodrigo de Sá Barbosa.

    Entre os presos, 16 são despachantes, sete pertencem ao quadro do Detran-AM, um é vistoriador, um atua como estagiário no Órgão, além de um ex-servidor e três ex-estagiários. Apenas três mandados de prisão não foram cumpridos.

    Ao todo, a Delegacia Especializada em Roubos, Furtos de Veículos (Derfv), que deu prosseguimento a investigação, solicitou à Justiça 83 mandados entre busca e apreensão e prisão temporária.

    A ação policial ainda rendeu a apreensão de mais de R$ 100 mil em espécie, 15 veículos, drogas, armas, computadores e documentos na casa dos alvos operação.

    O esquema

    O esquema funcionava da seguinte maneira: veículos que por Lei eram vendidos em Manaus com isenção tributária de ICMS e IPI, como por exemplo caminhonetes e motocicletas, acabavam não tendo a restrição de circulação fora do Amazonas incluído no documento no ato do primeiro emplacamento.

    | Foto: Divulgação

    Sem essa restrição, o veículo comprado mais barato no Estado, acabava revendido em outros locais pelo preço “cheio”, gerando lucros de aproximadamente R$ 30 mil por veículo para os golpistas.

    A investigação da Polícia Civil descobriu que os veículos envolvidos no esquema chegaram a ser enviados para os estados do Pará, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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