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    Caso Kimberly


    Julgamento do acusado de matar Miss Manicoré começa nesta quarta (9)

    A previsão é que sejam ouvidas oito testemunhas e ocorra, também, o interrogatório do próprio réu, Rafael Fernandez

    O corpo de Kimberly foi encontrado na madrugada do dia 12 de maio deste ano
    O corpo de Kimberly foi encontrado na madrugada do dia 12 de maio deste ano | Foto: Reprodução

    Manaus - A primeira audiência de instrução referente ao “Caso Kimberly”, que tem como réu Rafael Fernandez Rodrigues, é realizada nesta quarta-feira (9). Ele é acusado pelo feminicídio contra a Miss Manicoré Kimberly Karen Mota de Oliveira, ocorrido em 11 de maio deste ano, em um apartamento localizado na avenida Joaquim Nabuco, bairro Centro, na Zona Sul da capital.

    A audiência de instrução é presidida pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

    Denúncia

    O Ministério Público apresentou denúncia contra Rafael no dia 15 de junho de 2020, com base no artigo 121, referente a homicídio. O MP ainda recorreu às seguintes agravantes: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e o fato da morte ter sido motivada porque a vítima era mulher (feminicídio).

    Conforme o inquérito inserido no processo, o crime teria sido cometido porque Rafael não teria aceitado o fim do relacionamento com a vítima.

    A previsão é de que nesta quarta-feira sejam ouvidas oito testemunhas e ocorra, também, o interrogatório do próprio réu. 

    Pandemia impede presença da impressa na audiência

    Em virtude das medidas relativas à prevenção da Covid-19, o Juízo da 2.ª Vara do Tribunal do Júri não autorizou a presença da imprensa nas dependências do fórum para o acompanhamento do caso. As informações disponibilizadas pela Vara sobre o andamento dessa etapa processual serão fornecidas por meio da Divisão de Divulgação e Imprensa do Tribunal.

    Relembre o caso

    O corpo de Kimberly foi encontrado na madrugada do dia 12 de maio deste ano, no apartamento de Rafael, ex-namorado dela, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, na região central de Manaus. A vítima apresentava perfurações de arma branca no pescoço e no abdômen. 

    Após fugir para Roraima, Rafael foi preso no dia 15 de maio, na cidade de Pacaraima. O crime teria sido motivado porque ele não aceitou o fim do relacionamento com a vítima. 

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