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    Eleição


    Suspeito de homicídio, Givancir volta a comandar sindicato em Manaus

    Ele foi reeleito para presidir o Sindicato dos Rodoviários de Manaus por mais quatro anos

     

    Givancir ficará a frente do sindicato dos rodoviários por mais quatro anos
    Givancir ficará a frente do sindicato dos rodoviários por mais quatro anos | Foto: Reprodução

    MANAUS - Suspeito de homicídio, tentativa de homicídio e de estupro de vulnerável, o sindicalista Givancir Oliveira foi reeleito para presidir o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (STTR) por mais quatro anos. Ele encabeçava a Chapa 1, que saiu vitoriosa, após a apuração ser concluída nesta sexta-feira (26).

    A reeleição de Givancir ocorre em um cenário no qual o sindicalista é cercado por uma enxurrada de graves suspeitas, e pouco mais de um ano após ter sido preso pelo envolvimento no assassinato de Bruno de Freitas de Guimarães, de 24 anos e na tentativa de homicídio de uma transsexual, ocorridos no dia 29 de fevereiro de 2020. Segundo a Polícia Civil, as duas vítimas teriam ido a um sítio de Givancir, para cobrar o pagamento de uma dívida trabalhista, quando caíram em uma emboscada.

    O sindicalista foi preso no dia 2 de março do ano passado, e teve de ser afastado da direção do STTR. Dias após a sua prisão, a polícia encontrou quatro pistolas, de calibres 40, 45, 380; dois revólveres, duas espingardas, de calibre 12, quatro granadas, dois lançadores de gás de pimenta e gás lacrimogêneo, durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão no imóvel de Givancir.

    Ele ficou preso até junho de 2020, quando teve um alvará de soltura concedido pelo juiz de direito Carlos Henrique Jardim da Silva, que responde pela 2ª Vara da Comarca de Iranduba, para responder aos crimes em liberdade.

    No último mês, em mais uma suspeita que paira sobre o sindicalista, o promotor de Justiça do Iranduba, Leonardo Abinader Nobre, denunciou Givancir por estupro de vulnerável, cuja vítima é uma menina de 12 anos. Contudo, o caso segue em segredo de Justiça. 

    O que diz Givancir

    Em todas as ocasiões em que falou publicamente sobre as acusações, o sindicalista negou veemente ter cometido os crimes, e alegou ser inocente. 

    Em entrevista ao Portal EM TEMPO, o advogado defendeu a inocência do suspeito, afirmando que a prisão preventiva no caso da morte e Bruno e da tentativa de homicídio da mulher trans foi realizada sem provas materiais e baseada em decisões políticas.

    "Na verdade, ele nem deveria ter sido preso, ele se apresentou voluntariamente às autoridades policiais na época do ocorrido, foi ouvido e foi liberado. Acredito que a prisão foi baseada em pressão política dos oponentes'', disse o advogado.

    Agradecimentos após reeleição

    "Agradeço de coração a todos rodoviários que foram votar. Vivemos um momento difícil, não só nós, mais todos os trabalhadores do Brasil e do mundo, mais com muito orgulho que digo, que diante desse momento ruim, não deixamos reduzir ou rebaixar os salários e benefícios dos nossos trabalhadores.  Com muita luta e determinação, e principalmente com ajuda de Deus e de todos aqueles que acreditam em nossa luta, vencemos mais uma vez, que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria sempre", disse Givancir Oliveira em uma publicação feita no perfil de uma rede social do STTRM. 

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