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    Operação “Anjo Diana"


    Padrasto que matou bebê estava escondido em casa de pastor no Amazonas

    Suspeito estava foragido há dois anos e três meses. Eles espancou até a morte a enteada de 1 ano e 6 meses, depois fugiu para o interior e se escondia na casa de um religioso

     

    Depca realizou a operação "Anjo Diana"
    Depca realizou a operação "Anjo Diana" | Foto: Divulgação

    Manaus - Após intensa investigação, a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) prendeu um homem de 25 anos suspeito de espancar até a morte a enteada, uma bebê de 1 ano e 6 meses.

    O crime aconteceu em 2019, no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. Na época, a criança sofreu traumatismo crânio-encefálico devido a violência.

    Foragido há dois anos e três meses, o suspeito foi capturado na última terça-feira (25) durante a operação “Anjo Diana”, no município de Barreirinha, a 331 quilômetros da capital. Ele estava na casa de um pastor de uma comunidade, o religioso escondia o criminoso a pedido da família dele.

    A operação contou com o apoio da equipe de investigação da 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha. Devido o pequeno efetivo policial no interior, o suspeito foi levado para Parintins e depois transferido para Manaus, onde desembarcou na noite desta sexta-feira (25) e foi encaminhado à Depca. 

    Veja a chegada do suspeito no aeroporto de Manaus

    Capa do Vídeo
    Delegada Joyce Coelho coordenou as ações | Autor: Divulgação
     

    Maus-tratos

    Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da Especializada, a criança estava sob os cuidados do padrasto na ocasião do crime, enquanto a mãe deixava a filha mais velha, de seis anos, na escola. 

    Durante coletiva de imprensa neste sábado (26), a autoridade explicou que, ao chegar na residência, a mãe encontrou o suspeito batendo nas costas da criança, alegando que o bebê teria se engasgado enquanto comia. 

    Em seguida, a criança foi levada a uma unidade de Serviço de Pronto Atendimento (SPA), e apresentava diversos hematomas pelo corpo. Ainda de acordo com a delegada, vizinhos relataram que a criança chorava muito na ausência da mãe, enquanto ficava sob responsabilidade do padrasto. 

    Posteriormente internada, a criança teve duas paradas cardíacas e morte encefálica declarada. A perícia técnica constatou lesões provenientes de agressão física, descartando a versão de que a menina teria engasgado. 

    Coletiva de imprensa 

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