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    Justiçamento


    Em Manaus, suspeito é morto por justiceiro ao ser deixado por comparsa

    Segundo a polícia, o rapaz de 26 anos foi morto no momento em que estava cometendo assaltos pela Zona Norte da capital

     

    O suspeito morreu após ser atingido com três tiros
    O suspeito morreu após ser atingido com três tiros | Foto: Reprodução

    MANAUS - Uma tentativa de assalto terminou com a morte de um suposto assaltante, depois da intervenção de um justiceiro, no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus.

    Era por volta das 20h30, quando Jefferson da Silva Ramos, de 26 anos, e um comparsa estavam cometendo roubos na rua Santa Mônica. No momento em que os dois haviam acabado de tomar o celular de uma das vítimas, o justiceiro começou a atirar contra a dupla. 

      Segundo a 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Jefferson foi atingido com, pelo menos, três tiros. Ele tentou correr, mas foi abandonado pelo parceiro de crime, e caiu no meio da rua, onde ficou agonizando por mais de 10 minutos até a morte.  

     

    O caso ocorreu na rua Santa Mônica
    O caso ocorreu na rua Santa Mônica | Foto: Bianca Ribeiro

    Tanto o atirador quanto o segundo envolvido no assalto deixaram o local antes da chegada das autoridades, e ambos ainda não foram identificados. O corpo de Jefferson foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deverá investigar o caso.

    Justiçamento é crime

    Segundo o delegado Marcos Arruda, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), fazer justiça com as próprias mãos é previsto como crime de exercício arbitrário das próprias razões, presente no artigo 345 do CPB.

    "

    Justiça com as próprias mãos é uma conduta proibida, não aceita e não incentivada pelo sistema jurídico brasileiro, capitulada como infração penal, no hall dos crimes contra a administração da Justiça. Por exemplo, caso um indivíduo sofra uma agressão e espere alguns dias para se preparar e revidar, isso caracteriza-se como justiça com as próprias mãos, pois a ameaça não é atual ou iminente "

    , explica Arruda.

     

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