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    Tiroteio na Praça 14


    Briga entre donos de funerária pode ter motivado tiroteio em Manaus

    Durante o tiroteio duas pessoas ficaram feridas. A Polícia Civil investiga o crime

     

    | Foto: Divulgação

    MANAUS -  Um tiroteio foi registrado na noite desta segunda-feira (19), por volta das 19h30, na avenida Major Gabriel, no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul de Manaus, e deixou duas pessoas baleadas. Policiais do Comando de Policiamento de Área (CPA Sul) atenderam a ocorrência.  

    A motivação do crime pode ser uma disputa judicial por conta de uma rede de funerárias da cidade. Um dos suspeitos de efetuar os tiros, um tenente-coronel da reserva, é sócio de uma das unidades, mas acabou rompendo relações com o outro sócio.

    "Meu pai percebeu que havia um veículo modelo Mercedes180 estacionado na frente da funerária há algumas horas e que pessoas estavam possivelmente monitorando o estabelecimento. Ele possivelmente foi tirar satisfações pela noite e acabou atirando contra as pessoas. Creio que estavam fazendo uma emboscada pra ele", contou um policial militar, que é filho do suspeito de efetuar os tiros.

    O morador de uma das casas localizadas na via pública informou que presenciou o momento em que pessoas estavam em frente à funerária, sendo que duas estavam atrás de uma coluna. 

     

    | Foto: Divulgação

    "No momento em que o homem atirou contra essas pessoas, eles saíram correndo. Um deles foi baleado. As câmeras de segurança da minha casa ainda foram viradas", relatou um morador. 

    Conforme a Polícia Militar, na situação, duas pessoas ficaram baleadas, sendo um homem identificado como Patrick e uma mulher identificada como Jurema, de 34 anos. Ambos deram entrada em unidades hospitalares da capital. 

    Informações repassadas, ainda, no local onde aconteceu o crime apontam que na disputa judicial ficou definido que uma das funerárias devia entregar um carro para a outra e, desde então, estava ocorrendo confrontos entre as pessoas envolvidas.  

    O caso deve ser investigado pela Polícia Civil que irá apurar as circunstâncias do tiroteio.

    Nota

    Sobre o episódio de tentativas de homicídios em uma funerária, localizada na Avenida Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus, na noite desta segunda-feira (19), a defesa da empresária baleada esclarece que a vítima esteve no local, por volta das 17h30, juntamente com um oficial de justiça e dois funcionários para cumprir um mandado de busca e apreensão (nº 00120210315955) sobre um veículo, modelo Nissan Pathfinder SE25, alvo de disputa judicial de divisão de bens provenientes de uma sociedade.

    Vítima e autor mantinham sociedade em uma empresa de serviços funerários. A empresária explica que o carro pertence à ela, mas estava em posse do sócio. Após negativa dele de entregar o veículo, a vítima decidiu reaver o bem por meio da Justiça. O processo impetrado pela empresária, no dia 01 de outubro de 2018, sob o número 0645610-24.2018.8.04.0001, tramita na 15ª Vara Cível.

    Conforme o advogado de defesa da empresária, Dr. Marcelo Amil, a empresária conta que telefonou para o autor assim que chegou à funerária e, de forma cordial, avisou sobre o cumprimento do mandado.  Mesmo com a abordagem amistosa, ele se negou novamente a entregar o veículo e agiu com aspereza e grosseria.

    "A minha cliente foi vítima de tentativa de homicídio quando ela tentou acompanhar o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão de um veículo. Uma ordem expedida legitimamente e cumprida por Oficial de Justiça. O oficial de Justiça decidiu sair do local por não se sentir seguro e informou que voltaria nesta terça-feira, com apoio policial, para cumprir a decisão judicial. A minha cliente permaneceu nas proximidades da funerária fazendo algumas ligações e verificando como seria a ação hoje. Ela chegou a ser ameaça de morte pela companheira do autor dos tiros. Minutos depois, ele saiu de um carro preto e já foi atirando na direção da empresária e dos seus funcionários, numa clara tentativa de homicídio. Ele tentou matar a sócia e o funcionário dela, mas graças a Deus os ferimentos não foram fatais. Nós já iniciamos todos os procedimentos policiais e judiciais, tanto para instauração de inquérito, e vamos fazer as devidas representações ao Ministério Público e acompanhar para que ele seja levado ao Tribunal do Júri, respondendo ao duplo homicídio tentado", destacou o advogado.

    A empresária foi baleada na coxa esquerda e um dos funcionários foi atingido no braço e no peito. As duas vítimas foram levadas por pessoas que passavam pelo local para unidades de saúde distintas e ambos não correm o risco de morte. O funcionário foi operado e segue em avaliação médica no Hospital 28 de Agosto. Já a empresária continua com a bala alojada no corpo aguardando a cirurgia para remoção do projétil.

    A defesa esclarece que a ação seguiu todos os critérios judiciais e que, em nenhum momento, houve ataque ao autor. O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o Boletim de Ocorrência nº 19461/2021.

    Na manhã desta terça-feira (20), a Juíza de Direito da 15ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho, Ida Maria Costa de Andrade, determinou que o caso seja acompanhado pela Central de Mandados e pela Corregedoria Geral da Justiça.

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