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    Medo de morrer


    Áudio: com medo do CV, mulher traída nega ter matado menina de 13 anos

    A esposa do principal suspeito do homicídio, teme ataque de traficantes e nega ter sido a mandante do crime; ouça

     

    Com medo de morrer, a mulher negou envolvimento no crime e pediu ajuda do filho
    Com medo de morrer, a mulher negou envolvimento no crime e pediu ajuda do filho | Foto: Reprodução

    O caso da adolescente Lorhana Vicente, de 13 anos, que morreu a tiros na última quinta-feira (12), ganha mais um capítulo. A esposa do principal suspeito do homicídio, o Cleber, do homicídio, teme ataque de traficantes e nega ter sido a mandante do crime. A vítima tinha um  caso com o marido da mulher.

    Em áudio divulgado nas redes sociais, a mulher, com medo de morrer, negou envolvimento no crime e pediu ajuda do filho. Familiares acreditam que ela mandou matar a Lorhana e o marido atendeu o pedido como uma prova de amor. O casal está foragido. 

    A mulher afirmou ao filho que teria todos os motivos do mundo para fazer algo com a menina, pois ela entrou em depressão por causa do caso extraconjugal. No entanto, não valia a pena estragar sua vida para cometer o crime.

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    Eu estava em casa e tu sabe que eu tenho todos os motivos para mandar fazer qualquer coisa, porque essa menina, lá no começo, quase fez eu entrar em depressão. [...] Olha, meu filho, eu não tenho nada a ver com isso, eu jamais ia deixar os meus afazeres da minha vida e ia mandar matar a menina. Eu jamais, meu filho, ia mandar fazer uma coisa dessas. "

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    De acordo com o relato dela sobre o crime, Cleber estava com a adolescente na avenida Alphaville Norte, no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte de Manaus, quando foram abordados por dois homens em uma moto que estavam promovendo um arrastão na região.

    A mulher contou que Lorhana não quis entregar o celular, pois era de sua mãe, e Cleber teve que pedir para que ela entregasse o celular. Quando fez, os homens pegaram o celular e deram um tiro na nuca dela. 

    "Olha só, ele falou que estavam fazendo um arrastão, meu filho, na praça do Ceti, perto daquela quadra. Dois caras estavam fazendo arrastão lá e ela não queria entregar o celular dela. Porque o celular era da mãe. Aí o meu cunhado me contou que o Cleber teve que gritar para que ela pudesse entregar o celular.Aí quando ela ela entregou, eles deram um tiro na boca dela. E foi isso que aconteceu", declarou a mulher.

    Ela ainda disse que Lorhana e Cleber já estavam juntos, e que ela estava "de boa" com a situação. E que inclusive, já estava ficando com outra pessoa. E afirma que não há nenhum envolvimento com a morte da menina. 

    "Eles estavam juntos já, quase morando juntos. Ele só ia lá pra casa para trabalhar e a tarde ele já ia embora, estava de boa com a situação. Eu já tenho alguém e nós estávamos cada qual vivendo a sua vida. Agora dizer que eu tenho algum envolvimento com isso, meu filho, eu não tenho. Eu juro por Deus que eu não tenho envolvimento com isso", relatou.

    No fim do áudio, chorando, ela clama para que o filho lhe ajude. Pois ela não quer morrer por algo que não fez e ainda revela que entraram na casa dela e destruíram tudo. 

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    Uma coisa que eu te peço, meu filho, é me ajuda, me socorre. Me ajuda a sair dessa porque eu tenho meus filhos e eu não quero morrer por uma coisa que eu não fiz. E eu acabei de descobrir que entraram lá em casa e quebraram tudo. Me ajuda a resolver isso. Me socorre dessa vez. "

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    O áudio surgiu após a facção criminosa Comando Vermelho (CV) ordenar o assassinato do casal nas redes sociais.  No "comunicado", atribuído ao Comando Vermelho, tem uma foto do casal e uma ordem para que membros da facção em Maués, local para onde os suspeitos teriam fugido, os executem. "Foi batido o martelo para torar o casal finado", diz o trecho final da mensagem.

    Escute o áudio: 

     

    Família acusa Cleber 

    O tio não tem dúvidas, para ele, quem matou Lorhana foi Cleber e não um assalto, como foi informado inicialmente. A família acredita que ele tenha atraído a adolescente para uma emboscada, pedindo um beijo e atirando na boca da menina. 

    "Ela era uma criança de apenas 13 anos, que perdeu o direito de viver devido esse homem ter entrado na vida dela. Eles se conheceram no Facebook e ele havia prometido muitas coisas para ela. E como uma criança, estudava, tinha o grande sonho de ajudar a mãe dela. Viajar para Florianópolis. Ela falava para gente que um dia tudo isso ia acabar, que um dia ela ia terminar os estudos, ia se formar", conta o tio em lágrimas.

    O tio ainda informou que a esposa de Cleber mandava mensagens ameaçando a garota de morte. Uma vizinha teria alertado a mãe de Lorhana para que ela afastasse a filha do homem, pois a mulher era capaz de qualquer coisa para acabar com a relação extraconjugal dos dois.  

    "Ele é um covarde. Pediu um beijo e atirou na boca da minha sobrinha. A vizinha ainda avisou a minha irmã que a mulher dele era capaz de qualquer coisa, e ela não ouviu. Disse para tirar ela de lá. Os dois estão foragidos, nem deram as caras na casa deles hoje", afirma.  O crime está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas.

    Pistas nas redes sociais 

    As redes sociais da adolescente apontam pistas de que a menina passava por momentos conturbados. Um dia antes de ser morta, ela compartilhou frases de que passava por problemas sentimentais, como a "vida é um sopro" e dizia que não tinha problemas em compartilhar seus problemas com a rede virtual de amigos.

    “Ultimamente eu tenho passado vários bagulhos aí, que só eu sei como está sendo difícil. Fico na minha, não dou ideia para ninguém. Sempre tive esse jeito fechado, guardando as coisas só para mim. Talvez isso seja um defeito, mas o que me mantém de pé é Deus. Sei que ele é justo, e apesar dos meus defeitos nunca vai me abandonar, sempre comigo, independentemente de qualquer coisa. Eu tenho muita fé, sei que o mundo vai girar. Hoje estou no veneno, passando maior sufoco, mas nada é para sempre. Minha hora vai chegar”, desabafou.

    Ela também compartilhava mensagens que demonstravam um envolvimento proibido e sempre alfinetava quem poderia ser a rival no triângulo amoroso.  

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