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    Após fugas, MP pede interdição da carceragem da delegacia de Iranduba

    Na inspeção realizada pelo Ministério Público, foi constatado que a carceragem da delegacia não oferece condições de custodiar os presos

     

    | Foto: Divulgação

    IRANDUBA - Após três fugas em menos de dois meses, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio das promotorias de Justiça de Iranduba, ajuizou Ação Civil Pública visando a interdição da carceragem da Delegacia de Polícia de Iranduba. Na inspeção, foi constatado que a carceragem da Delegacia local não oferece condições de custodiar presos.

    A ação se deu após inspeção realizada no local, na última segunda-feira (16), pelos promotores de Justiça Leonardo Abinader Nobre e Danielly Christini Samartin, na presença da Juíza titular da 1ª Vara de Iranduba, Aline Kelly Ribeiro. Na inspeção, foi constatado que a carceragem da Delegacia local não oferece condições de custodiar presos.

    Em março deste ano, o Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública, visando à melhoria das condições estruturais, de pessoal e da efetividade do policiamento ostensivo e repressivo, mediante reformas e adaptações nos prédios da Delegacia de Polícia e do Batalhão da Polícia Militar no município.

    Diante das fugas, ocorridas no final de junho deste ano, foi solicitada, nestes autos, no início de julho, a interdição da carceragem.

    Todavia, diante do agravamento das condições de funcionamento da Delegacia de Polícia Civil local, e como aquela ACP não tinha como objeto principal a interdição da carceragem, os membros ministeriais que atuam em Iranduba decidiram pelo ajuizamento de nova ação.

    Nesta nova ACP, o Ministério Público requer que o Estado do Amazonas seja obrigado, no prazo de 15 dias, a transferir todos os detentos e menores apreendidos, para as respectivas unidades prisionais e educacionais da Capital, Manaus, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, a ser revertida em favor das instituições Abrigo Coração do Pai e Casa de Sara.

    Além das transferências, o Ministério Público requer a interdição da carceragem da Delegacia de Polícia de Iranduba, proibindo a custódia de qualquer preso(a) ou menor apreendido por tempo maior do que 48 horas, necessário para a realização dos procedimentos policiais, sob pena de multa diária de R$ 30 mil por detento ou menor que permaneça indevidamente recolhido naquele local.

    Relembre as fugas

    A primeira fuga deste ano aconteceu no dia 28 de junho. Os 14 detentos escaparam ao escavar um largo buraco pelo vaso sanitário da cela, também chamado de 'boi'.  

    Dois dias depois, em 29 de junho, outros 10 detentos fugiram pelo mesmo buraco. Os presos serraram as grades da cela em que estavam e conseguirem acesso à cela ao lado, onde foi cavado o buraco por meio do qual os detentos fugiram.  

    Já no dia 15 de agosto, mais 10 detentos fugiram na Delegacia de Iranduba. Desta vez, a fuga aconteceu quando os presos recebiam marmitas conseguiram render o guarda e o imobilizaram com uma coronhada. A arma do policial foi levada pelos foragidos. 

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