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    Condenado a mais de 30 anos, delegado Sotero deixa cadeia em Manaus

    O delegado abriu fogo dentro de uma casa de festa da cidade e matou o advogado Wilson Justo e baleou outras três pessoas

     

    O delegado foi condenado a mais e 30 anos de prisão em 2019
    O delegado foi condenado a mais e 30 anos de prisão em 2019 | Foto: Arquivo EM TEMPO

    MANAUS - Após ter sido condenado a mais de 30 anos de prisão por três crimes cometidos dentro de uma casa noturna no ano de 2017, na Zona Oeste de Manaus, o delegado Gustavo Sotero deixou a cadeia e não está mais custodiado na carceragem da Delegacia Geral de Polícia Civil.

    Conforme nota divulgada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil nesta quinta-feira (2), a soltura de Sotero aconteceu por determinação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). 

    Em nota, o Tjam informou que, no último dia 31 de agosto, o Juízo da 1ª Vara de Execução Penal concedeu a progressão do delegado para o regime semiaberto, atividade automática e que considera os cálculos previstos na Lei de Execução Penal, de acordo com o sistema de cálculos de pena do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    "Gustavo de Castro Sotero deverá ficar em prisão domiciliar, até que sejam decididas as condições em que cumprirá o regime semiaberto. A 1.ª VEP ressalta que a progressão de regime para o semiaberto não representa "soltura" do preso. O semiaberto é um regime da pena privativa de liberdade, acompanhada pela 2.ª Vara de Execução Penal. Os apenados do semiaberto do Estado do Amazonas ficam sob monitoramento eletrônico", diz um trecho da nota.

    Relembre o caso

    Após uma confusão dentro da casa noturna, Sotero efetuou disparos de arma de fogo que resultaram na morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho e deixou outras três pessoas feridas, a mulher do advogado e um outro homem.

    No dia 29 de novembro de 2019, Sotero foi condenado a mais de 30 anos de prisão e a perda do cargo de delegado. Em relação à morte de Wilson Justo, o réu teve a pena fixada em 15 anos e 10 meses de reclusão.

    Conforme a sentença, Sotero cometeu crime de lesão corporal contra Fabíola Rodrigues, esposa de Wilson, que resultou na pena de 3 anos e 6 meses de reclusão. Já a lesão corporal contra Yuri José Paiva resultou em 2 anos e 6 meses.

    Em relação a Mauricio Carvalho, Sotero teve a pena fixada em 8 anos e quatro meses de reclusão, somando definitiva a pena de de 30 anos e 2 meses de reclusão. 

    Conforme a decisão, Gustavo Sotero cometeu homicídio privilegiado com duas qualificadoras, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O motivo fútil foi negado.  

    Em nota, a defesa de Sotero informou que a decisão foi assertiva e tomada diante do bom comportamento do delegado.  

    "A defesa técnica do Delegado de Polícia Civil, Gustavo Sotero, entende que a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas em deferir o pedido da defesa para progressão de pena foi assertiva. A decisão reconhece o bom comportamento e a boa conduta de Gustavo Sotero. A defesa reforça que Gustavo Sotero sempre de foi um homem correto, cumpridor da lei e com a reputação de um delegado que serviu e protegeu a sociedade amazonense de forma exemplar", declarou. 

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