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    Tiros de Fuzil


    Família diz que mulher foi baleada durante ação da Rocam na Compensa

    De acordo a família, a mulher ouviu os tiros, ficou com medo de ser atingida e correu para dentro de casa. No entanto, a polícia pensou que ela fosse culpada e disparou os tiros contra ela

     

    | Foto: Reprodução

    MANAUS - Uma mulher de 35 anos foi baleada com dois tiros de fuzil, na Compensa, zona Oeste de Manaus, durante uma ação da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), que aconteceu na tarde da última quarta-feira (15). Os disparos atingiram as costas e a região das nádegas da mulher, que está internada em estado estável, em um hospital da capital amazonense. A informação foi repassada pela família da vítima.

      De acordo os familiares da vítima, a mulher, que é dona de casa, foi atingida pelos disparos que partiram dos policiais militares. Eles afirmam que atrás da residência da vítima tem uma "boca de fumo" e que a equipe policial estava realizando uma operação no local.  

    Quando começaram os tiros, a mulher estava sentada em frente a casa dela e, ao ouvir os disparos, saiu correndo para dentro da residência. Testemunhas afirmam que os policiais pensaram que ela era uma criminosa que estava fugindo. 

    "

    Minha sobrinha estava sentada em frente à casa dela e quando ouviu os disparos se assustou e correu para dentro da residência. Os policiais acharam que ela era uma criminosa, mas ela só ficou com medo dos disparos e correu como qualquer outra pessoa faria. "

    Tia da vítima,

     

    Os moradores do local, que conhecem a mulher e garantem que ela é inocente, afirmaram que ela não foi socorrida pela PM. A dona de casa foi levada por vizinhos ao hospital.  A vítima é casada, tem dois filhos e trabalha em uma balsa no Porto de Manaus.

      O estado de saúde da mulher preocupa os familiares, que são de Paricatuba. O pai da vítima veio até Manaus para ficar ao lado da filha. A tia ainda relata que os vizinhos e familiares estão com medo da retaliação que podem sofrer por parte da polícia.  

    “O pai dela foi até Manaus porque ficamos muito preocupados. Graças a Deus ela está estável, mas estamos com medo de uma retaliação por parte da polícia. Minha sobrinha é inocente", afirma a tia.

    Outro lado

    Portal Em Tempo entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) questionando qual operação a Rocam estava realizando e se havia motivação para os disparos contra a mulher. 

    Em resposta, a SSP-AM orientou a vítima a fazer a denúncia oficial junto a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança. A família da dona de casa informou que ainda não registrou o Boletim de Ocorrência por medo.

    A Polícia Militar não respondeu os questionamentos até o fechamento da matéria. O espaço está aberto. 

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