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    Caso Lucas Guimarães


    "São cristãos e estão tranquilos", diz advogado de donos do Vitória

    O advogado ainda afirmou que o casal é inocente e destacou que não há pressuposto jurídico para os dois estarem presos

     

    O advogado acredita na inocência do casal
    O advogado acredita na inocência do casal | Foto: Divulgação

    MANAUS - Os donos da rede de Supermercados Vitória Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo "estão tranquilos, serenos e confiantes na justiça", é o que afirma um dos advogados do casal, Almicar Pinheiro. Além disso, ele ainda salienta que tem plena convicção de que o casal não é responsável pela morte do sargento do Exército Brasileiro, Lucas Ramon Silva Guimarães, de 29 anos. 

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    Eles estão tranquilos, dormiram bem e estão serenos, confiantes na justiça. [...] Está tudo tranquilo, é óbvio que ninguém gosta de uma prisão, ainda mais ela que é mãe de duas crianças, que está sendo submetida a um constrangimento. No olhar da defesa, não existe pressuposto para ela está presa, mas isso seria combatido nas vias próprias, que será na justiça "

    Almicar Pinheiro, Advogado da Rede de Supermercados Vitória

     

    Joabson e Jordana foram colocados em selas separadas para evitar combinação de informações. O advogado ainda destacou que eles são evangélicos, estão confiantes na justiça e consideram que estão presos de forma injusta. Almicar declarou que, apesar de não ser o advogado principal do caso, ele acredita na inocência dos seus clientes.

    "Eles não chegaram a reclamar de nada, estão resignados, são muito cristãos, então estão tranquilos. Eles consideram que estão presos de forma arbitrária. Porque para ter uma prisão desse tipo é necessário ter pressuposto jurídico. Eles negam a participação como responsáveis pelo crime. E afirmo que eles são inocentes", disse.

    Casal não fugiu

    De acordo com o advogado do grupo Vitória, o casal não estava foragido. Ele revela que eles ficaram sabendo às 5h30 da manhã de terça-feira que seriam presos e contrataram um escritório especializado em serviços criminais. 

      O casal foi para a casa de parentes e ligou para Almicar, que estava em uma viagem a trabalho. O advogado retornou imediatamente a Manaus e pediu para que os clientes o aguardassem chegar. O profissional chegou por volta das 11h na capital e, logo em seguida, se encaminhou para buscar os clientes que já haviam retornado para residência deles.  

    Por volta de 12h, eles se apresentaram na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para cumprir o mandado preventivo de prisão que estava no nome deles. Almicar lembra que antes disso, não houve nenhum mandado expedido para os dois.

    "Eles ficaram sabendo por volta de 5h30, foram para a casa de parentes e depois voltaram para casa e vieram a DEHS.  Eles só não vieram logo para a delegacia porque estavam esperando eu chegar. Antes disso, não houve mandado de prisão", contou. 

    Sobre a administração dos Supermercados Vitória, o advogado destacou que o estabelecimento funcionará normalmente e que o casal era proprietário, no entanto, não administrava o local.

    "Tranquilizo os nossos colaboradores e nossos consumidores que podem continuar normalmente frequentando as nossas lojas. E que tudo vai funcionar dentro da normalidade. Já existe uma administração profissionalizada. Eles são os proprietários, mas não são eles que administram o grupo". 

    Relembre o caso

    No dia 1° de setembro,  o sargento do Exército Brasileiro e dono de uma cafeteria, Lucas Ramon Silva Guimarães, de 29 anos, foi assassinado a tiros dentro do estabelecimento dele, situado na avenida Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. 

    Testemunhas informaram que um suspeito chegou ao lugar em uma motocicleta, estacionou o veículo e entrou no estabelecimento. No lugar, ele teria chegado a perguntar pela vítima e, ao identificar Lucas, efetuou tiros contra ele. 

     Após o crime, o suspeito fugiu. A vítima foi atingida na cabeça e ainda chegou a ser levada a um hospital particular - de propriedade do sogro de Lucas - situado ao lado do estabelecimento comercial, mas não resistiu aos ferimentos.  

     Mandados de prisão preventiva haviam sido expedidos nos nomes dos empresários pela suspeita de participação na morte do sargento, informou a Delegada-adjunta da DEHS, Marna de Miranda.

    De acordo com as linhas de investigação, Joabson descobriu que a esposa dele estava tendo um relacionamento extraconjugal com Lucas e, por isso, teria encomendado a morte do sargento.  A esposa sabia que o crime aconteceria e não evitou, por isso é considerada cúmplice.

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