Fonte: OpenWeather

    Assistência


    Grávida abusada dentro de hospital no AM recebe assistência da DPE

    A defensoria questionou o hospital se o suspeito já foi identificado e quais medidas serão tomadas em relação ao caso

     

    A DPE-AM acionou o serviço de atendimento à mulher vítima de violência
    A DPE-AM acionou o serviço de atendimento à mulher vítima de violência | Foto: Divulgação

    Itacoatiara - A grávida vítima de estupro, praticando por um técnico de enfermagem, está recebendo assistência da  Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), em Itacoatiara. A violência sexual aconteceu dentro do Hospital Regional José Mendes.

    A DPE-AM requisitou do hospital sobre a denúncia de que um técnico de enfermagem cometeu o crime contra a gestante. Além das informações requisitadas, a equipe do Polo do Médio Amazonas acompanha a apuração do caso e tomará medidas em âmbito individual e coletivo, a fim de evitar novos casos desse tipo de violência.  

    A DPE-AM acionou o serviço de atendimento à mulher vítima de violência, que funciona na Casa de Maria e conta com psicóloga, e também prestará atendimento jurídico à vítima de violência sexual.

    Em ofício encaminhado na terça-feira (26), à direção da unidade, a Defensoria argumenta que é de conhecimento notório, conforme noticiado pela mídia local, a denúncia de uma mulher que, enquanto internada no Hospital Regional José Mendes, teria sofrido violência sexual nas dependências do hospital.  

    Diante da denúncia, a Defensoria questionou se o hospital identificou o suposto autor do fato; se, em caso positivo, qual providência foi tomada; se o suposto autor é servidor do quadro do hospital; se, em caso positivo, qual providência no aspecto administrativo/funcional foi tomada; qual medida de apoio/acolhimento foi adotada para com a mulher gestante vítima da violência sexual; além de outros esclarecimentos que o hospital achar necessário.  

    O pedido de informações é assinado pelos defensores públicos Murilo Monte e Oswaldo Neto e pela defensora pública Gabriela Gonçalves, que atuam no Polo do Médio Amazonas. 

    Em reposta à requisição da Defensoria, a direção do hospital informou que ouviu a mulher e que esta afirmou que poderia reconhecer o homem. Informou ainda que procedeu com o encerramento do contrato do suspeito com o município e com o afastamento imediato deste pelo período de 30 dias, além da apuração dos fatos e envolvidos através de sindicância interna.  

    A direção também informou que solicitou a instalação de processo ético-disciplinar junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), entre outras medidas para apuração da denúncia e de suporte psicológico, de serviço social e de atendimento de saúde para a gestante. A Defensoria seguirá acompanhando o caso para a tomada de providências cabíveis.  

    Entenda o caso 

    Uma mulher de 24 anos, grávida de cinco meses, que preferiu não se identificar, denunciou que foi dopada e abusada sexualmente por um técnico de enfermagem no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara, na última segunda-feira (25).

    Em um relato emocionado para o Portal LCJ de Itacoatiara, ela conta que deu entrada na unidade de saúde após sentir fortes dores no estômago. Assim que chegou, foi atendida por uma enfermeira, que a encaminhou para sala de reanimação, para que ela tomasse os remédios. 

    Ela fez um acesso pela virilha da grávida e iniciou as primeiras medicações. A profissional pediu para que o técnico de enfermagem continuasse o atendimento. Quando ela se distanciou, ele aplicou, por meio de uma seringa, um medicamento que não informou para a vítima qual era. 

    Logo em seguida, a jovem começou a ficar sonolenta e adormeceu. Por estar sentindo fortes dores nas partes íntimas, começou a despertar. Quando abriu os olhos, se deparou com a cena do homem com as mãos em sua vagina. 

    Além de deixar marcas de chupão no seio da gestante, ele ainda fez o mesmo nas nádegas da vítima. 

    Ela reconheceu ele e ficou novamente inconsciente. Quando acordou, ela informou para a enfermeira o que tinha acontecido e ligou para a mãe, que foi ao hospital atrás do homem. No entanto, ele já tinha ido embora do local. 

    "Eu reconheci ele, que virou de costas e saiu. Em seguida, eu adormeci novamente. Quando eu acordei, relatei para enfermeira e liguei para minha mãe. Minha mãe foi até lá, mas ele não estava mais lá, alguém avisou e ele foi embora do local", relembrou.

    Chorando, a vítima contou que o diretor do hospital foi acionado e mostrou fotos dos profissionais do local. Ela reconheceu o abusador e o gestor afirmou que ele será afastado, pedindo para que a gestante não divulgasse o que aconteceu para não manchar a imagem do hospital.  

    A vítima procurou a delegacia e registrou o caso. Ela passou por exames de corpo de delito, que comprovaram o estupro, mas o acusado ainda não foi preso.

    Segundo a mulher, em conversa com outras funcionárias do hospital, ela descobriu que não é a primeira vítima do estuprador e que o homem já responde a outros processos.

    A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) irá investigar o caso. 

    * Com informações da assessoria

    Leia mais: 

    DPE-AM registra quase 2 milhões de atendimentos

    Defensoria Pública lança regulamento de concurso para servidores

    Defensoria do AM abre Polo do Médio Madeira