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    Feminicídio


    Menina de 11 anos é assassinada e estuprada pelo padrasto no AM

    Logo após cometer o crime, o homem tentou suicídio. No entanto, foi socorrido e responderá pelo crime de feminicídio

     

    O tio já havia tentado abusar da menina outra vezes
    O tio já havia tentado abusar da menina outra vezes | Foto: Reprodução

    Eirunepé (AM) - Os moradores de Eirunepé, a 1.159 km de Manaus, estão chocados após um crime bárbaro que aconteceu na cidade na tarde de quarta-feira (17). Uma menina identificada como Mirella, de 11 anos, foi abusada sexualmente e morta com mais de 20 facadas. O principal suspeito pelo crime é o padrasto, de 28 anos. 

      Segundo informações do gestor da Delegacia Regional de Polícia Civil de Eirunepé, investigador Gonzaga Jr, o homem teria estuprado a menina e logo em seguida, teria desferido as facadas contra o corpo e o pescoço da vítima.  

    O crime teria acontecido na casa que a menina morava com a mãe e o suspeito. Gonzaga relatou que as equipes de investigação constataram que o crime já vinha sendo praticado há algum tempo.

    Após cometer o crime, o homem teria tentado suicídio,  se golpeando com duas facadas na barriga. A tentativa foi mal sucedida e ele foi socorrido, sendo levado até o hospital de Eirunepé, onde passou por procedimento cirúrgico e já está em recuperação. 

    “Durante o abuso, a adolescente ameaçou denunciar aos familiares, e foi nesse momento em que foi atingida por um golpe de faca no pescoço e 20 em outras partes do corpo. Após cometer o crime, o homem tentou contra a própria vida, desferindo três golpes de faca contra o próprio peito”, explicou o gestor.

    Gonzaga informou ainda que populares acionaram as forças policiais, que socorreram a vítima e a levaram até uma unidade hospitalar do município, mas ela não resistiu aos ferimentos.

    “Duas vizinhas ouviram os gritos da adolescente no momento em que ocorreu o crime, momentos depois, ouviram os gritos do autor ao desferir as facadas contra o próprio peito, e, ao entrarem no imóvel, presenciaram o fato”, informou o gestor.

     

    O caso causou revolta nos moradores do município que foram até a porta do hospital onde o acusado está internado
    O caso causou revolta nos moradores do município que foram até a porta do hospital onde o acusado está internado | Foto: Reprodução

    Os moradores da cidade foram até a porta do hospital revoltados com a barbaridade do crime cometido pelo padrasto da criança. De acordo com a polícia, após receber alta, o homem que já está sob custódia, será conduzido até a delegacia do município, onde vai responder pelos crimes de feminicídio e estupro de vulnerável.

    Prefeito se manifesta 

    O prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso, lamentou a morte da pequena Mirella nas suas redes sociais. Na postagem, o gestor da cidade contou que a menina era amiga de sua filha e que sempre frequentava a sua casa.  Raylan ainda contou que a menina era muito educada e que a filha está devastada com a notícia da morte da amiga. 

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    Eirunepé está de luto com o assassinato da linda menina chamada Mirella que foi brutalmente estuprada e assassinada. Como pai estou de coração partido, principalmente, ao contar para a minha filha Raissa de 10 anos e vê-la aos prantos, sem querer acreditar, pedindo para me falar que era mentira, pois as mesmas eram muito amigas. Mirella sempre meiga e educada frequentava a nossa residência onde brincava com minha filha e os meus sobrinhos Arthur e David, agora isto, infelizmente, não será mais possível. Não irei fazer pré-julgamento, e sim desejar a você Mirella, que Deus te receba e lhe guarde em um bom lugar, pois suas risadas, brincadeiras no balanço, correria no quintal e outros mais ao lado da minha filha e dos meus sobrinhos jamais serão esquecidos. Descanse em Paz. #estamosdeluto. "

    Raylan Barroso, Prefeito de Eirunepé

     

    A prefeitura também divulgou uma nota de lamentação sobre a morte da criança. Confira: 


    Crime contra a mulher

    Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 15 mulheres são assassinadas por dia, em média, no Brasil e os agressores, em sua grande maioria, são os seus próprios parceiros, familiares ou pessoas do convívio. A omissão dos que presenciam cenas de violência e não fazem nada ajuda a aumentar essa estatística. A antiga frase “em briga de marido e mulher não se mete a colher” caiu por terra, sendo “Denuncie!” a nova palavra de ordem.

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